(26/4/08)
Muito mais do que um jogo de cartas
"DN 26/4/2008
Edição on line"
UNESCO pretende apoiar
modalidade e inserir bridge no desporto escolar
Para a esmagora maioria, a pergunta que se impõe é
mesmo esta: O que é o bridge? Por isso, vamos por pontos.
O ás, vale quatro. O rei, três. A dama, dois. O valete,
apenas um. Quatro grupos de naipes, com a sua hierarquia descendente
de espadas para copas, destas para ouros, de ouros para paus.
O baralho tem 52 cartas, cada jogador tem 13. No resto, consiste
a dificuldade. É um jogo de raciocínio, de mil lógicas
e mil combinações possíveis, de sinalética,
e perspicácia, de subtilezas Em suma: as cartas são
o veículo, mas este é um mind game. Talvez
por isso não esteja massificado. Talvez seja porque não
envolve suor, nem entradas violentas - pelo menos que se vejam
-, nem discussões exacerbadas à volta de um objecto
esférico, nem processos obscuros de de "cartas douradas".
Ou talvez seja pelo facto de ser ainda algo elitista. Seja como
for, não será por mero acaso que nos próximos
Jogos Olímpicos de Pequim o Bridge vai ser apresentado
como modalidade experimental, nem por qualquer casualidade que
a UNESCO formalizou apoio formal ao desenvolvimento do Bridge,
considerando-o um verdadeiro "desporto que começa
a despertar".
A UNESCO entende que o bridge, para além de estimular o convívio, é também um factor de desenvolvimento das faculdades intelectuais dos seus praticantes. Dito isto, a UNESCO quer fazer chegar cada vez mais o bridge às escolas, prevendo futuro risonho para o bridge como desporto escolar, anunciando também apoios à Federação Mundial de Bridge, a sua entidade máxima. Em Portugal, é muito provável que esta visão optimista ainda esteja à distância de anos luz.
Talvez por aí se explique a inexistência de multidão no Centro de Congresso do Casino de Estoril no passado domingo, quando se disputava o campeonato de pares. Para além dos jogadores, do director de prova e dos elementos da organização, não havia assistência. E a prova decorria sob o silêncio que se impunha, embora cá fora, no "fumatório", algumas discussões decorressem em bom ânimo, ainda a quente, enquanto lá dentro arrefeciam as suas cadeiras. E, de acordo com os especialistas, não fosse acontecer alguma hecatombe, a vitória estava garantida para o par português Rui Pinto/Juliano Barbosa. Entre os jogadores, questões de "handicap" à parte, destacavam-se Mário Bettencourt Resendes ou Alexandre Baptista, um ex-magriço, concentradíssimo no jogo.
O ambiente era descontraído, as duplas, como é de regra, eram de norte e sul contra este e oeste, cabendo ao director do torneio a atribuição dos respectivos lugares nas mesas e as suas mudanças. O par português não desiludiu e saiu vencedor do centro de congressos, relegando uma dupla espanhola, que atirou para terceiro um par holandês. No fim, os vitoriosos recolheram alegremente os seus pontos de "ranking", angariando "handicap" de "open" em "open". É através dessa fórmula que se encontram os campeões nacionais e europeus. À competição seguiu-se um jantar convívio, apanágio do bridge.
De acordo com Fernando Ribeiro
da Cruz, da Federação Portuguesa de Bridge, só
o mau tempo estragou sucesso maior a este 23.º Festival Internacional
de Bridge, impedindo, por exemplo, muitos jogadores espanhóis
de qualidade de estar presentes. Quanto ao sucesso do bridge em
Portugal, isso é outro assunto, mais vasto. É um
processo muito lento longe de despertar emoções
fortes. Ainda por cima, o bridge de computador afasta muitos jovens
de se sentar à mesa com outros, transformando-o num jogo
global, mas isolado. Como no bridge, o futuro é incerto.
Luís Pedro Cabral
Cerca de dois meses após ter tomado posse a nova Direcção da FPB, são já evidentes os sinais positivos na actividade federativa, dos quais realçamos:
1- Comunicação
Uma área fundamental na actividade federativa, que foi
descurada muito para além dos limites do razoável
e à qual a actual Direcção tem vindo a dar
uma enorme atenção. Os resultados positivos estão
à vista, com o envolvimento de entidades diversas na divulgação
atempada das notícias que interessam a todos os filiados.
Uma política eficaz na área de comunicação
cria laços de proximidade e de confiança entre todos
os agentes envolvidos. Este é, pois, um primeiro sinal
de um novo rumo na política federativa que gostaria de
realçar e de saudar.
2- Regulamentação
das actividades desportivas
Outra área onde se foram acumulando inúmeros problemas
num passado recente, que originaram grandes confusões e
um clima de constante tensão entre os praticantes e os
organismos dirigentes. Também aqui parecem haver claros
sinais de uma radical inversão de processos. Exemplos disto,
o regulamento do torneio de selecção ao qual, independentemente
das opiniões sobre o método escolhido, não
se pode negar o mérito da sua cuidada elaboração;
a publicação das políticas de sistemas e
de alertas e a distribuição pública e atempada
dos regulamentos de provas a disputar. Sabe-se que também
o novo código de bridge está em processo de tradução
pelo Conselho Técnico. E é também na actuação
dos diferentes órgãos dirigentes que se começam
a sentir evidentes sinais de mudança. Acima de tudo, respira-se
a vontade de pôr ordem na casa e de restituir às
políticas federativas a indispensável confiança
dos filiados.
3- Relacionamento institucional
A imagem que qualquer filiado tem da situação actual
entre a Direcção da FPB e as estruturas regionais
é, penso, a de um clima de diálogo e de cooperação.
Parece que, finalmente, estão a ser dados passos claros
no sentido das diferentes estruturas federativas abandonarem o
clima de guerrilha institucional em que se foi vivendo nos últimos
tempos. O respeito pela diferença de opiniões, a
valorização dos objectivos comuns e a disponibilidade
para se encontrarem soluções consensuais para os
múltiplos problemas que afectam a modalidade, são
sinais evidentes de viragem. Esperemos que esta seja uma atitude
a manter e a desenvolver.
4- Projectos
A actual Direcção tem vindo a dar sinais que pretende
estender a sua acção a uma área muito mais
vasta do que a mera gestão corrente da actividade federativa.
Tal como, aliás, se espera de uma federação
desportiva. A formação, a definição
de metas e objectivos nas diferentes áreas da actividade
desportiva, a consolidação orçamental e o
equilíbrio financeiro, têm sido áreas publicamente
referidas pelos actuais dirigentes como os estandartes do seu
programa de acção.
Estes são os primeiros sinais que captei sobre a actividade dos novos corpos dirigentes. Impressões que, aliás, se estendem às actividades que vêm sendo desenvolvidas pelas diferentes Associações Regionais, peças fundamentais no desenvolvimento da modalidade.
Em resumo, estou confiante! Acho que o caminho que está a ser seguido se irá traduzir, a muito curto prazo, no reforço da FPB, quer em número de filiados, quer em número de participantes nas diferentes actividades federativas. Que assim seja, porque o bridge merece!
Luís Oliveira
|
|
|
| Comentário | FPB | ABM | ARBL | ARBN |
O bridge nacional entrou na fase de grandes decisões, com a abertura do período eleitoral para Associações Regionais e F.P.B.
É sentimento praticamente unânime que a modalidade atravessa a maior crise de sempre. Uma crise que se mede no preocupante desaparecimento de filiados e que se sente nas diferentes manifestações desportivas, quer pela evidente redução do número de participantes, quer pelo ambiente que se vai vivendo na grande maioria das provas, onde há sempre qualquer coisa que corre mal.
Independentemente de opiniões subjectivas sobre os nomes dos eleitos, importará conhecer os respectivos programas de acção. Espero eu e, ouso dizer, espera a grande maioria dos praticantes, que esses programas estabeleçam como prioridades absolutas algumas das questões que mais têm contribuído para a crise em que nos encontramos, como sejam:
- Recuperar para o seio federativo os muitos filiados que, por diversas razões, têm vindo a abandonar o bridge federado, "refugiando-se" no bridge dito social e, sobretudo, no bridge online. Há que definir um plano consistente para abordar este assunto, nomeadamente, há que ir à procura das razões que levaram tantos e tantos bridgistas a este estado de desconsolo e de desconfiança. É urgente que todas as estruturas federativas dêem sinais claros de querer respeitar os objectivos definidos nos estatutos, construindo o edifício da base da pirâmide para o topo, ao contrário do que tem acontecido nos últimos anos.
- Investir, de forma determinada e tecnicamente sustentada, na divulgação da modalidade e na formação de novos jogadores. Não competindo à FPB nem às Associações Regionais dar cursos de bridge, compete-lhes definir as balizas de um projecto de formação e trabalhar com agentes habilitados para o efeito para a sua concretização.
- Reformular toda a actividade desportiva a vários níveis: em termos de regulamentos, com a procura de diferentes fórmulas de disputa de provas que, há muito, perderam qualquer tipo de interesse competitivo. Mas também com a eliminação das muitas lacunas, omissões e confusões em que os regulamentos, ainda em vigor, foram férteis; é urgente fazer aprovar novas Normas Técnicas; é fundamental implementar critérios de rigor e de qualidade na actividade desportiva - na arbitragem, investindo na formação continuada dos árbitros no activo e numa eficaz e objectiva classificação do seu desempenho; nos materiais de torneio; na divulgação das provas; nos níveis de exigência ao comportamento dos jogadores, com a implementação da tolerância zero para atitudes que, infelizmente, proliferam, impunes, nas provas federativas; repensar o modelo de classificação de jogadores que, segundo penso, foi o primeiro grande rombo na confiança de um grande número de praticantes.
Sempre que se fala em política desportiva da FPB fala-se, inevitavelmente, em selecções nacionais. Trata-se, sem dúvida, de um aspecto importante da sua actividade: não só porque é o cartão de visita da FPB no exterior, mas, acima de tudo, pelos consideráveis recursos internos que consome (e não estou a falar apenas da parte material). O que não é aceitável é que o affair selecções domine todas as atenções e consuma todas as energias. Correm rios de tinta sobre as fórmulas de disputa, sobre os critérios de selecção, sobre os vazios regulamentares. As selecções são o centro de toda a actividade federativa e, quantas vezes, todo o seu universo. Está, assim, o mundo inteiro ao contrário. Porque no centro do nosso universo têm de estar os PRATICANTES. Não apenas (nem sequer principalmente) o grupo restrito de jogadores elegível para a selecção, mas a grande massa de praticantes que sustentam financeira e desportivamente a FPB. SEM PRATICANTES NÃO HÁ BRIDGE! Ou se encontram, rapidamente, formas de comunicar com os muitos praticantes anónimos, de lhes transmitir sinais claros da sua importância no edifício federativo, ou estaremos condenados a definhar cada vez mais e, muito provavelmente, a desaparecer. Porque a grande maioria dos filiados não só não se revê na problemática das selecções, como olha com enorme e fundamentada desconfiança para tudo o que diz respeito a um processo, que sendo importante, está longe de ser uma prioridade determinante. Ao longo dos anos, parece ter vindo a ganhar consistência a ideia, não desmentida pelas práticas federativas, de que o bridge nacional se resume às selecções, afectando uma pequena minoria de praticantes e que tudo o resto é paisagem. É tempo de definir, com clareza e com rigor, as prioridades da acção federativa.
Espero, sinceramente, que as novas Direcções da FPB e das Associações Regionais consigam inverter a tendência dos últimos anos e recuperar a confiança dos muitos praticantes que foram abandonando a família bridgística. A tarefa que têm pela frente é muito complexa: requer disponibilidade, capacidade de trabalho e de diálogo e vontade política.
Entretanto, alguns sinais positivos vão, finalmente, chegando: a Associação Regional da Madeira (ABM) elegeu os novos corpos gerentes, sendo de realçar o aparecimento de duas listas, sinal inequívoco de vitalidade e dinamismo do bridge madeirense. Junto anexamos o texto que nos foi enviado pelo José Júlio Curado. Também a Associação Regional de Lisboa (ARBL) elegeu os novos dirigentes e apresentou um programa de acção muito ambicioso, que publicamos mais adiante, neste artigo. A Associação Bridge do Norte (ARBN), sobre a qual pairavam nuvens negras de pessimismo, lança-se na preparação do futuro, com uma lista cheia de gente nova e de entusiasmo.
O sucesso de todos estes projectos depende da capacidade dos responsáveis na sua implementação mas, sobretudo, na capacidade das Associações Regionais e F.P.B. trabalharem em clima de permanente diálogo e cooperação. Assim o espero!
FInalmente, uma palavra para quem cessa funções: não escondo a minha discordância com grande parte do trabalho que foi desenvolvido pela FPB nos últimos 4 anos. Infelizmente, o balanço objectivo da actividade federativa veio dar-me razão - diminuiu drasticamente o número de filiados, diminuiu o número de participantes nas provas, aumentaram os "casos no jogo", seja por questões de arbitragem, seja por falta de rigor na elaboração dos regulamentos, que foram navegando ao sabor dos acontecimentos, em vez de os condicionarem, como era suposto, seja por inoperância ou ausência de órgãos federativos, quando os factos aconselhavam a atitudes firmes e profiláticas. Mas, embora pesando muito os aspectos negativos da gestão que agora termina, há que reconhecer que vários factores exógenos à "governação" contribuiram para este desfecho. Se é verdade que as coisas não correram bem muito por culpa das políticas que foram implementadas, não é menos verdade que este mandato foi também condicionado por circunstâncias especiais, de onde se destaca o período de transição muito complicado, resultante de mudanças radicais na estrutura federativa, com que a Direcção teve de conviver.
Neste momento, até como sinal positivo para o futuro, recordemos as coisas boas, das quais se destaca, obviamente, o Campeonato do Mundo do Estoril, que ficará na história do bridge nacional e mundial.
Luís Oliveira
|
|
|
No passado dia 16 de Dezembro foi
eleita a única lista candidata à Assembleia Geral
da FPB, liderada por Francisco Costa Cabral. Certo que do desempenho
dos novos responsáveis federativos dependerá o futuro
da modalidade e ciente da enorme tarefa que têm pela frente,
a todos desejo as maiores felicidades. Aqui fica a composição
da lista eleita e o respectivo programa de acção:
PROGRAMA DE ACÇÃO
A presente candidatura aos órgãos federativos da Federação Portuguesa de Bridge terá como principal objectivo procurar soluções para a actual crise latente do bridge em Portugal: o número de praticantes licenciados tem vindo continuadamente a diminuir e não tem havido a desejada renovação, o que é claramente visível pela ausência nas principais competições de um número significativo de praticantes jovens.
Dever-se-á ainda ter em conta que os órgãos federativos que vierem a ser eleitos - os desta lista ou de outra - se defrontarão com uma situação sem precedentes, uma vez que serão os primeiros que tomarão posse no início do ano civil. Encontram-se assim numa posição "sui generis", dado que, por obrigação legal e estatutária, já foram aprovados para 2008, em Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Bridge, um Plano de Actividades e um Orçamento, com os quais poderemos não estar necessariamente totalmente identificados.
Consequentemente o nosso
plano de acção iniciar-se-á com uma análise
detalhada da situação actual da vida corrente da
FPB, das iniciativas em curso, dos problemas pendentes e dos elementos
necessários para aferir da exequibilidade desses Plano
de Actividades e Orçamento já aprovados. Será
ainda necessário elaborar no mais curto espaço de
tempo um calendário das provas para 2008.
Os nossos objectivos e atribuições durante este
mandato serão os que já se encontram claramente
definidos nos estatutos da Federação Portuguesa
de Bridge, nomeadamente:
- "promover, desenvolver, organizar, regulamentar, dirigir
e difundir o ensino e a prática do bridge, em todas as
suas formas e manifestações" (artigo 6º,
alínea a),
- "promover a prática do bridge como elemento de formação
moral, cultural e social dos seus praticantes" (artigo 6º,
alínea b),
- "defender o prestígio, a ética, o espírito
desportivo e quaisquer outos interesses atendíveis do bridge,
morais e materiais" (artigo 6º, alínea e),
- "difundir e zelar pelo cumprimento dos estatutos, dos regulamentos
federativos e da legislação específica do
bridge desportivo, designadamente no aspecto disciplinar"
(artigo 7º, alínea b),
- "organizar a realização de competições
oficiais, de âmbito nacional ou internacional, em Portugal"
(artigo 7º, alínea d),
- "definir os critérios de selecção
e designar os praticantes nacionais às provas oficiais
internacionais em representação de Portugal"
(artigo 7º, alínea g),
- "organizar e manter actualizado o cadastro desportivo e
disciplinar dos praticantes e demais agentes desportivos"
(artigo 7º, alínea k).
Só na sequência da referida análise e da prática do exercício das nossas funções poderemos decidir mais detalhadamente das acções concretas necessárias para cumprir esses objectivos e atribuições e da respectiva definição de prioridades, quer na continuidade do que já foi feito quer com novas iniciativas.
Há no entanto alguns aspectos em que já temos opiniões e intenções concretas bem definidas:
- a necessidade de um
diálogo contínuo com as Associações
Regionais e os clubes, pois a sua acção é
essencial no nosso primeiro objectivo, promover e desenvolver
a prática do bridge, o que passa naturalmente por aumentar
o número de praticantes, bem como, acessoriamente, por
diminuir a respectiva idade média;
- a necessidade de preparar uma revisão dos estatutos,
a submeter à Assembleia Geral da FPB, que inclua as alterações
que possam vir a decorrer da regulamentação da Lei
de Bases da Actividade Física e do Desporto (Lei nº
5/2007, de 16 de Janeiro), bem como todas aquelas que têm
sido aprovadas mas ainda não incluidas no respectivo texto;
tencionamos ainda propor alterações aos critérios
de atribuição de votos aos Clubes, à repartição
do valor das respectivas quotas entre Associações
Regionais e FPB, e de uma forma geral rever e actualizar a sua
redacção, devendo adicionalmente ser eliminadas
as disposições que visavam regulamentar uma fase
de transição que já se encontra ultrapassada;
- a revisão de todas as normas técnicas e competitivas
actualmente em vigor, começando pela actualização
da versão em português do Código Internacional
de Bridge (CIB), de acordo com as alterações introduzidas
em 2007 e que entrarão em vigor em 1 de Janeiro de 2008
(embora a WBF apenas obrigue as Federações Nacionais
a terem em vigor estas alterações em 1 de Setembro
de 2008, é nossa intenção pô-las em
prática em 1 de Maio); da mesma forma as normas técnicas
complementares do CIB em vigor (política de sistemas, política
de alertas) deverão ser revistas, por forma a eliminar
erros que têm sido passados de ano para ano, e actualizadas
tendo em conta as disposições actualmente em vigor
na WBF;
- o regulamento de organização de provas deverá
ser integralmente revisto, sendo dada particular atenção
ao cumprimento das disposições legais, nomeadamente
na política de fumo;
- dado que a legislação do controle do doping é
muito penalizante para os praticantes de bridge, procuraremos
diligenciar no sentido de os apoiar na rápida regularização
da sua situação face aos imperativos legais;
- em geral tencionamos rever todos os Regulamentos actualmente
em vigor na Federação Portuguesa de Bridge e promover
a sua adequada divulgação;
- a reformulação do "site" da Federação
Portuguesa de Bridge, procurando que contenha toda a informação
necessária e que seja mantido actualizado.
No que respeita à
organização de provas, queremos para já realçar
os seguintes aspectos:
- é nossa intenção que o apuramento para
a selecção nacional open seja disputado por pares
- nas suas fases finais certamente no sistema "Sunday Times"
- e que seja aberto a todos os praticantes;
- por esse motivo, o campeonato nacional de 2ª categorias
deverá realizar-se num único local, e um número
a definir dos pares melhor classificados terá acesso a
fase inicial do torneio de selecção:
- procuraremos diligenciar no sentido de que durante este mandato
se realize em Portugal pelo menos uma competição
internacional de envergadura significativa.
Para conclusão, é firme intenção dos
componentes desta lista resolver todas as questões e problemas
que surjam o mais rapidamente possível; consideramos particularmente
nocivo deixar arrastar a resolução de problemas,
o que pode significar que até decisões correctas
deixem de o ser por perda da oportunidade;
|
|
|
As duas Assembleias-Gerais realizadas ontem (dia
22/11) registaram uma participação histórica
quer em termos relativos, quer em termos absolutos, ao terem comparecido
na Assembleia-Geral destinada a eleger os corpos gerentes da ABM
45 dos 50 associados em condições de votar (90%
de participação).
Numa altura em que tantas vezes se ouve falar de um desinteresse crescente das populações pela participação em movimentos associativos e no decréscimo do número de bridgistas em Portugal, estes números demonstram que, pelo menos na Madeira, o bridge se encontra de boa saúde e tem boas condições para se desenvolver ainda mais. Para estes níveis de participação contribuiu em grande parte a existência de duas listas candidatas aos corpos gerentes da ABM e o empenho demonstrado na participação nas decisões sobre o futuro da Associação.
Para a história fica a aprovação da alteração aos estatutos no que respeita à duração dos mandatos dos corpos gerentes de três para quatro anos, com apenas uma abstenção e a eleição desses mesmos corpos gerentes para o mandato (já com a alteração em vigor) referente ao quadriénio 2008/2011. Para os diferentes corpos gerentes os resultados foram os seguintes:
Lista
A Lista
B
Direcção
32
(71.1%) 13
(28.9%)
Assembleia-Geral 33
(73.3%) 12
(26.7%)
Conselho Fiscal 34
(75.6%) 11
(24.4%)
À Lista A, encabeçada por Miguel Teixeira, envio os meus parabéns e votos de um ainda maior sucesso, não querendo deixar de saudar os elementos da lista vencida e agradecer o seu contributo para uma tão grande participação na AG, bem como os comentários e as sugestões que me foram fazendo durante os últimos dias.
José Júlio Curado
A composição
da lista eleita é:
Direcção: Miguel Teixeira (Presidente); Rodrigo
Martins Soares (Vice-Presidente); Pedro Nunes (Vogal)
Conselho Fiscal: Sílvio Costa (Presidente); Fernando Ribeiro
(Vice-Presidente); Virgílio Mota (Vogal)
Assembleia Geral: João Machado Oliveira (Presidente); Bruno
Macedo (Vice-Presidente); José António Fernandes
(Vogal)
|
|
|
Também
a ARBL realizou eleições para os Órgãos
Sociais. A única lista candidata, liderada por Inocêncio
Araújo, foi eleita com 104 votos a favor e 4 abstenções.
Um PROGRAMA DE ACÇÃO muito ambicioso e várias
caras novas no seu elenco, alimentam expectativas de um bom mandato.
Consulte por esta ligação LISTA ELEITA e PROGRAMA DE ACÇÃO
|
|
|
Dia 3 de Janeiro foi a votos a Associação
Regional de Bridge do Norte. Depois de sobre esta importante Associação
terem pairado algumas nuvens negras, surge agora uma equipa jovem
e ambiciosa pronta a assumir os destinos do bridge nortenho. Esperamos
que este seja o "toque a reunir" das gentes do Norte
que tanta falta fazem ao bridge nacional. A composição
da lista eleita é a seguinte:
MESA DA ASSEMBLEIA GERAL:
Presidente - Miguel António Cerquinho Fonseca (Filiado
nº 854)
Vogal - Maria Ana Abranches Jordão (Filiado nº 1272)
Vogal - António Eurico Queirós Soucasaux ((Filiado
nº 1296)
DIRECÇÃO:
Presidente - Pedro António Palma Madeira (Filiado nº
1886)
Tesoureiro - Luís Filipe Von Haffe da Cunha Perez (Filiado
nº 940)
Vogal (Vice-Presidente) - Luís Miguel Brito Cunha Alvares
Ribeiro (Filiado nº. 1102)
Vogal - Miguel Renato Coutinho Faria Rodrigues Silva (Filiado
nº )
Vogal - Fernando da Gama Vieira (Filiado nº. 1713)
CONSELHO FISCAL:
Presidente - José Alberto da Silva Magalhães (Filiado
nº 860)
Vogal - António Carlos Neves da Silva Guerreiro (Filiado
nº 1813)
Vogal - Maria Filomena Falcão Moreira Ferreira Braga (Filiado
nº 1062)
Porto, 26 de Novembro de 2007
|
|
|
01-01-2008 - Mensagem para 2008
Do ano de 2008, espera-se
que marque uma nova era para o bridge nacional. Onde a arrogância
dê lugar ao diálogo, os interesses da modalidade
se sobreponham aos interesses e vaidades pessoais, o fair play
substitua a agressividade gratuita. Uma era em que os principais
agentes que operam na modalidade, Clubes, Associações
Regionais e Federação, elejam o PRATICANTE como
o centro das suas preocupações e atenções,
porque sem praticantes não há bridge, independentemente
das suas valias técnicas. Uma era em que se adoptem medidas
consistentes para formar e acolher novos jogadores, para divulgar
e promover a modalidade. Porque o bridge vale a pena!
No que nos diz respeito, este espaço continuará
aberto a todos, seja para divulgar iniciativas, seja para publicar
opiniões, seja para dar resposta às solicitações
dos nossos leitores. Os espaços para noticiar os resultados
de provas federativas e particulares vão sofrer algumas
alterações de imagem, com vista a torná-los
mais funcionais e a melhorar a qualidade da informação.
Manteremos activo o histórico das épocas anteriores,
cujo acesso poderá ser feito na folha de rosto de cada
uma das rubricas, bem como os artigos de opinião e as reportagens
fotográficas. O ano de 2007 marcou uma nova fase de relacionamento
com o outro site de referência da modalidade, o Lusobridge.
Para além das iniciativas comuns que desenvolvemos, de
que se destacam os Simultâneos Nacionais, passou a haver
interacção na circulação da informação.
Este espaço de diálogo é, assim o entendem
os responsáveis das duas organizações, útil
para a modalidade e para os praticantes, pelo que manteremos e,
sempre que possível, desenvolveremos o rumo que se iniciou
em Janeiro de 2007.
UM BOM ANO PARA TODOS!
Luís Oliveira
|
|
|