OPINIÃO

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29-04-2010 - PARA O VITOR, HOMENAGEM SENTIDA E SOFRIDA DE UM AMIGO DE SEMPRE por JOÃO FARIA
Tomei conhecimento da triste notícia quando abri a página do Quinto Naipe como costumo fazer numa base quase diária.
Conheço o Vitor há mais de cinquenta anos, e vou continuar a escrever no presente porque me custa aceitar o seu desaparecimento.
Fomos colegas no pré-escolar, no jardim escola João de Deus, ele é um ano mais novo que eu.
Perdemos contacto por uns anos mas voltámos a dar-nos na adolescência, morávamos no mesmo bairro e frequentávamos o mesmo café.
Foi lá que disputámos xadrez e bilhar numa base quase diária.
Foi por essa altura que descobri o bridge, o CBL e o prazer da competição.
Foi pela minha mão que o Vitor entrou no Clube e a paixão que desenvolveu foi de tal forma absorvente que o levou a abandonar o curso de medicina onde era aluno brilhante.
Cedo se tornou uma referência teórica incontornável, melhor que ele, na análise "double dummy" talvez o GIB(?).
Em breves instantes por entre um "pois" ou um outro qualquer monólogo de circunstância ele resolvia os mais intricados problemas com que os seus interlocutores partiam a cabeça durante dias a fio.
A sensibilidade com que analisava os leilões "naturais" em sequências quase metafísicas, levaram-no a migrar para um sistema artificial no grupo J Grácio, Andrade e Silva onde se tornou um verdadeiro motor.
Para além das capacidades teóricas o Vitor é, à mesa, um quebra cabeças para qualquer adversário, os recentes títulos quer em pares quer em teams falam por si.
Falar dos sucessos desportivos é, porém, tarefa interminável, títulos nacionais, selecção, festivais, "u name it".
O Vitor é alem disso, um conversador incansável, e deixem que vos conte este episódio, entre tantos outros com o mesmo perfume, que partilhámos.
O cenário foi o Centro numa noite qualquer de uma qualquer competição.
Acabado o jogo ficámos à conversa... duas da manhã, três, quatro, cinco...
Às tantas lembrei-me que tinha aulas às oito...
Despedi-me, entrei em casa de fininho para não acordar a minha mulher, um duche frugal, e, julgando ter ficado clara a minha passagem, zarpei para a faculdade...
Manhã pesada, já não tenho idade para directas, ligo para casa para saber se o frigorífico tinha arranjo (ia um técnico lá a casa para diagnosticar...) e atende-me a minha amiga Isaura.
Pensei logo que a directa era mesmo demais... ligo para casa aparece Isaura???
Estava montado um gabinete de crise para apurar do meu paradeiro, Isaura chez moi e os meus sinais de passagem aparentemente não referenciados pela minha mulher...
Dedico-te este episódio Amigo Vitor, para que possas sorrir enquanto soltas o teu "pois" entrecortado por um sorriso que tão bem conhecemos.
Até sempre.
Homenagem de um Amigo
João Faria

29-04-2010 - VITOR DIEGUES: A MINHA MODESTA HOMENAGEM À SUA MEMÓRIA

Em 1999, aproveitei parte das minhas férias para acompanhar os Campeonatos da Europa que decorreram em Malta. Portugal estava representado pelos pares Vitor Diegues - Jorge Castanheira, Juliano Barbosa - João Sá e Jorge Monteiro Santos - Rui Silva Santos, capitaneados por Sofia Pessoa. A fazer uma prova bastante regular, defrontámos a equipa italiana na ronda 33, encontro que acompanhei na sala de vugraph, cheia de italianos. Foi um encontro memorável, extremamente emotivo e bem disputado que mereceu do boletim oficial o título "That's entertainment". As coisas não corriam de forma favorável para as cores italianas, que chegaram a estar a perder por 29-0. Estavam a recuperar algum terreno quando chegámos à mão 10:

Dador: Este
Todos vulneráveis
E: R532
C: V9642
O: R
P: D94
 
E: -
C: 10
O: A10976532
P: RV75
  E: V1097
C: AR7
O: V4
P: A1083
  E: AD864
C: D853
O: D8
P: 62
 

Numa das salas, os italianos acabaram em 6 oiros. Ao declarante bastou acertar a Dama de paus, o que fez. Na outra sala as esperanças italianas eram reforçadas já que os portugueses terminaram em 6 paus, um contrato bastante mais problemático. A sala do vugraph explodiu logo que o leilão terminou, prevendo uma significativa recuperação. Só que com o que não contavam era que ao leme do contrato estava o Vitor, que se sentia como peixe na água sempre que enfrentava problemas de elevado grau de dificuldade. Saída ao Ás de espadas, cortado e Valete de paus a correr. Pau para o 10 e oiro para o 9 do morto, que perdeu para o Rei, mas o contrato estava em casa.

O nosso Vitor Diegues era, efectivamente, um grande jogador!

Luís Oliveira

03-11-2009 - ELEIÇÃO DE DELEGADOS À ASSEMBLEIA GERAL DA F.P.B.

Está concluído o processo de eleição de delegados à Assembleia Geral da F.P.B. Atendendo aos perfis dos candidatos eleitos e às diversas sensibilidades que representam, creio estarem reunidas as condições para garantir um período de estabilidade e de consenso na vida federativa, importante para que a modalidade se possa lançar, definitivamente, na procura de soluções para o seu desenvolvimento.

Luís Oliveira

ACTA do escrutínio da votação para a eleição dos delegados à Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Bridge (FPB).

Pelas 15h do dia 2 de Novembro de 2009 realizou-se, numa sala cedida pelo Centro de Bridge de Lisboa, o escrutínio da votação para a eleição dos delegados à Assembleia Geral da FPB. Estiveram presentes: Maria Eugénia Davim, Secretária da Mesa da Assembleia Geral, Jorge Monteiro dos Santos e Luis Correia, vogais da Direcção da FPB e ainda os funcionários da FPB Teresa Magalhães e Pedro Cabrita. Também assistiu ao escrutínio Inocêncio Araújo, Presidente da Direcção da ARBL.

Procedeu-se à abertura das urnas e contagem dos votos para eleição dos delegados representantes dos professores, árbitros, praticantes, clubes e associações regionais e equiparadas.

Quanto aos professores verificou-se uma votação de 100%.e a lista dos eleitos consta no final da presente acta.

Em relação aos árbitros, registaram-se 12 votos num conjunto de 25 eleitores o que representa certa de 50% de votantes. A lista dos eleitos consta no final da presente acta.

A eleição dos delegados dos praticantes verificou uma adesão de 220 votantes num universo de 518 eleitores, do que resulta uma votação de cerca de 43%. Foram anulados 3 votos, um deles porque o eleitor se identificou e dois porque os respectivos votantes não constavam dos cadernos eleitorais. A listagem dos eleitos consta no final da presente acta.

Os clubes tiveram uma afluência de 75% dado que em 20 clubes votaram 15. A listagem dos eleitos em representação dos clubes consta no final da presente acta.

Finalmente a votação das Associações registou 4 votos em 5 eleitores, o que representa 80%. A listagem dos delegados que representarão as Associações consta do final da presente acta.

Até ao fecho do escrutínio aguardou-se a recepção dos votos dos eleitores dos Açores que, segundo informação telefónica da Associação de Bridge dos Açores foram enviados via postal no passado dia 27 de Outubro. Após uma exaustiva tentativa de localização junto dos CTT do Corte Inglês e das Picoas, sem sucesso, o escrutínio teve de ser fechado sem a contabilização daqueles votos.

Os trabalhos do processo eleitoral dos delegados à Assembleia Geral da FPB encerraram pelas 18 horas.

A presente acta e as listas anexas que dela fazem parte integrante vão ser publicitadas no site da Federação Portuguesa de Bridge e comunicadas às Associações, aos Clubes e aos eleitos.

Por delegação do Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Maria Eugénia Davim
(Secretária da Mesa da Assembleia Geral)

DELEGADOS À ASSEMBLEIA GERAL
REPRESENTANTES DOS PROFESSORES

Efectivos:
João Carlos Kruss Melo Fanha Vicente
Luís António Ribeiro de Oliveira
Maria Manuela C. F. Almeida Araújo
Suplente:
Pedro Miguel Xavier Pereira Durão

DELEGADOS À ASSEMBLEIA GERAL
REPRESENTANTES DOS ÁRBITROS

Efectivos:
Casimiro Manuel Pacheco Talhinhas
José Álvaro Delgado Chaves Rosa
José Júlio Carvalho Gomes Curado

DELEGADOS À ASSEMBLEIA GERAL
REPRESENTANTES DOS PRATICANTES

Efectivos:
Anabela Alves Rodrigues Oliveira
Beatriz Maria Pena Cardoso José
Carlos Sousa Gonçalves Luíz
Luís Manuel Graça Ahrens Teixeira
Pedro Manuel Patrício de Matos
Rodrigo Martins Soares
Suplentes:
João Paulo Rocha Pinto
João Pedro Afra Paes de Carvalho
José Júlio Martins Silva

DELEGADOS À ASSEMBLEIA GERAL
REPRESENTANTES DOS CLUBES

Efectivos:
Clotilde de Jesus Moreira Lopes Saraiva
Eduardo Jorge Graumann Ribeiro d'Almeida
Fernando António dos Reis Pombo
Fernando Manuel Bettencourt Pereira Simões Ribeiro
Frederico Matos Guerreiro Palma
Joana Brigido
João Machado de Oliveira
José António Debonnaire
José Leiria Lima
Luis Mário Ventura França Galvão
Maria João Costa Sancho Parente
Nuno António da Costa Matos
Pedro Albuquerque
Robert Jack Snapper

DELEGADOS À ASSEMBLEIA GERAL
REPRESENTANTES DAS ASSOCIAÇÕES REGIONAIS OU ENTIDADES EQUIPARADAS
Efectivos:
António José Peres Albuquerque de Melo
Bruno Miguel Velosa de Freitas Pimenta Macedo
João António Soares Alegrio
José Manuel Rojão de Moraes
Lino Marino Rodrigues Tralhão
Maria Clara Martins Lopes
Nuno Miguel Marques de Sousa
Paulo Simões Areosa Feio
Rui Veloso Ralha
Suplentes:
Alexandre Rodrigues
Nuno Davide Brito Martins
Ricardo Olim Perestrelo Fernandes

30-10-2009 - CLUBE BRIDGE ACIS - UM NOVO CLUBE EM LISBOA

Ligado ao sector das comunicações, este é um novo clube de bridge que nasce em Lisboa. Tudo começou com um curso de iniciação ministrado por Nuno Matos, com o apoio da Escola de Bridge. Depois de ter participado em algumas acções ligadas à formação, o núcleo decidiu "oficializar" a sua existência, tendo-se filiado na ARBL.

Penso que este é o caminho a seguir, se queremos desenvolver a modalidade e trazer para a prática do bridge novos jogadores, apostando na diversificação dos espaços e no encontrar de novas soluções. Os espaços tradicionais do bridge nacional foram, são e serão importantes para a modalidade, mas é fundamental acrescentar novos projectos. O aumento da oferta sempre foi um bálsamo para todas as actividades e o bridge não é excepção.

Ao novo clube e aos seus praticantes aqui deixo as boas-vindas e os votos de que prosperem e tragam ao bridge mais-valias de que ele tanto necessita.

Luís Oliveira

SELECÇÃO NACIONAL SENHORAS - OSTENDE 2010

Li o Comunicado da Federação acerca deste projecto e quero antes de mais congratular a Federação por esta iniciativa, em tdos os sentido de louvar.
Embora não concorde com a fórmula encontrada (embora a mesma se explique pela falta de pares femininos "feitos") deixo essa parte para quem estava em posição de decidir e apenas não queria deixar de dizer o seguite:
- sendo bridge um jogo de pares que tem de usar um sistema comum e, preferencialmente, competitivo segundo os canônes do Bridge moderno, mas também, e não menos importante, bem oleado.
- se os desígnios são, como não podem deixar de ser, uma prestação honrosa, então as premissas anteriores implicam trabalho, muito trabalho.
- pela fórmula escolhida, uma vez que antes de tudo o mais se têm de formar 3 pares, isto significa ainda mais trabalho.
- mais, acho que isto deveria também significar pela parte daquelas que vão integrar a dita selecção o compromisso de se disponibilizarem para este trabalho, de jogarem determinado número de torneios em parelha, etc.

Pela minha parte, não queria deixar de referir que, embora atravesse uma fase da minha vida pessoal que me fez afastar mais uma vez das actividades bridgísticas (justamente quando este era o ano em qie planeava voltar a jogar mais frequentemente), estou á inteira disposição (e aqui seguramente que falo também pela parte do João Fanha dentro daquilo que forem as suas disponibilidades) para o que entederem por necessário, ao vivo ou online.

Saudações bridgísticas.
Miguel Matos

SELECÇÃO NACIONAL SENHORAS - OSTENDE 2010

Jorge Castanheira é o responsável federativo pelo projecto do Bridge Feminino, que tem como principal objectivo a constituição e preparação de uma equipa representativa de Portugal nos próximos Campeonatos da Europa, a disputar em Ostende em 2010. O processo desencadeado pela F.P.B., contempla uma primeira fase onde são aceites todas as filiadas interessadas em participar no projecto, estando abertas as inscrições para o efeito. Esta fase termina a 15 de Novembro sendo feita uma triagem de 8 a 12 filiadas que serão seleccionadas para os trabalhos específicos de preparação. Daí sairão as seis jogadoras escolhidas para representar Portugal.
Este projecto iniciou-se em 2008, com a participação de Portugal nos Campeonatos da Europa de Pau e nas Olimpíadas dos Jogos da Mente, em Pequim, então sob a batuta de Isabel Ferreira, a quem o bridge nacional em geral e, muito em particular, o bridge feminino tanto deve. O seu desaparecimento deixou-nos um enorme vazio, mas também a responsabilidade de honrar a sua memória. A melhor forma de o fazermos é dar continuidade a esta ideia que tanto a apaixonou e a que se entregou até ao limite das suas forças.
Veja o comunicado da F.P.B. em
Classificação

ESCLARECIMENTO DO C.B.L.

Caros Sócios e frequentadores,

Como é do conhecimento público, no passado dia 03 de Junho o Centro de Bridge de Lisboa foi alvo de uma surpreendente intervenção policial que culminou com a apreensão de diverso mobiliário (78 cadeiras e 17 mesas), e 1 computador (por estar instalado um programa para jogar póquer na Internet).

Em causa estaria uma denúncia anónima de que se estariam a praticar no clube actividades ilícitas, nomeadamente jogos de Póquer a elevadas somas de dinheiro.

Esta acção policial foi posteriormente veiculada na imprensa, onde foram publicadas várias versões bastante distorcidas que tentaremos agora clarificar.

1- Não se estava (nem nunca esteve), a jogar Póquer a elevadas quantias de dinheiro (falou-se em milhares de euros).
Na sequência da expansão e mediatização dos Torneios de Póquer no mundo (amplamente divulgados na imprensa hoje em dia e com canais televisivos totalmente dedicados à modalidade), o Centro de Bridge de Lisboa começou também a organizar este tipo de torneios. Isto é, provas com uma taxa de inscrição, entre os 5 e os 11 euros, em que eram fornecidas fichas para jogar sem qualquer valor monetário. Deste modo, nunca existiram apostas a dinheiro (como foi referido na imprensa).

No final dos torneios e tal como num Festival de Bridge, os melhores classificados teriam direito a um prémio monetário, tendo em conta o total das inscrições, atingindo no entanto sempre valores muito baixos.

2- O Centro de Bridge de Lisboa, nunca organizou estes torneios de forma clandestina, eram públicos e com uma frequência regular desde o início de 2008 (inicialmente aos Domingos, a partir de meados do ano transacto, também às 4ªs feiras.

3- Antes de iniciar estes torneios, a Administração do clube consultou a licença de jogos que possuia (passada pelo Governo Civil de Lisboa, com conhecimento ao Comando Geral da PSP), e nela estava indicada a autorização para jogar Poker (além do Bridge e outros jogos).
Segundo o responsável da Inspecção Geral de jogos presente na operação, existiu recentemente uma mudança de Legislação, que retirou competências aos Governos Civis para concederem este tipo de autorizações, pelo que a nossa licença já não seria válida.

As provas decorreram com normalidade durante cerca de 18 meses, até que fomos absolutamente surpreendidos por esta intervenção, com um aparato gigantesco (várias dezenas de polícias fortemente armados e com coletes anti-balas).

Em momento algum julgámos estar a efectuar qualquer actividade ilícita, tanto mais que outras entidades foram organizando nos últimos meses vários torneios de Póquer semelhantes aos nossos, com vasta publicidade e patrocinadores (ver anexos).

É inequívoco que para o clube esta operação deixou feridas cuja extensão só o tempo poderá avaliar.
Consideramos pelo exposto e pelo aparato e mediatização com informação distorcida à volta deste caso, estarermos a ser vítimas de uma enorme injustiça.

Tendo sido informados da forma mais violenta possível que estes torneios de póquer não se podem organizar, naturalmente que se encontram interrompidos até que que existam alterações à legislação actual.

Terminamos com um pedido de desculpas a todos aqueles que estão hoje a jogar o torneio pelas deficiências apresentadas ao nível do mobiliário de jogo, mas estando em curso um pedido para a devolução das 78 cadeiras e 17 mesas apreendidas, foi nossa opção não investir de imediato na substituição de todo aquele equipamento, até porque prevemos uma resposta para breve por parte das autoridades.

Estamos totalmente disponíveis para esclarecimentos adicionais, que poderão ser solicitados pessoalmente (Pedro Durão), ou pelo mail centrodebridge@netcabo.pt

 

A Administração do Centro de Bridge de Lisboa.

Pedro Miguel Durão

Sobre este comunicado do C.B.L. cumpre-me dizer o seguinte:

- A notícia surgiu apenas agora neste espaço porque entendi que a sua discussão pública, para além do aparato noticioso que a mesma já tinha provocado, em nada ajudaria a imagem do bridge e esta é a "dama" pela qual me bato faz muitos anos. Porque a administração do C.B.L. entendeu divulgar este esclarecimento, fica desde já aberto este espaço de discussão para quem entender pronunciar-se.

- Não me vou alongar em opiniões pessoais sobre esta matéria nem fazer qualquer juízo de valor sobre o C.B.L. e os seus responsáveis. Penso que não está em causa a honorabilidade da instituição nem a dos seus dirigentes. No entanto, este lamentável episódio não deixa de marcar negativamente a imagem do bridge que, por maioria de razões, está intimamente ligada à vida do C.B.L..

- Nada tenho contra o póquer, para além de considerar desmesurada e despropositada a atenção que tem vindo a merecer dos meios de comunicação falada e escrita, incluindo a televisão pública, onde já teve honras de telejornal nacional.

Curiosamente, os mesmos meios que agora fizeram deste caso um assunto de polícia à escala nacional. Os mesmos que praticamente ignoraram os Campeonatos do Mundo de Bridge organizados em Portugal e que reuniu mais de 1000 praticantes oriundos de todos os continentes. Os mesmos que omitiram informação relativa às I Olimpíadas dos Jogos da Mente, realizadas em Pequim. Os mesmos que, desde sempre, votaram ao bridge um ensurdecedor e ridículo silêncio, ao contrário do que acontece com órgãos de informação tão prestigiados como o NYT, como se prova com o artigo aí publicado e abaixo transcrito. Isto sim, é Portugal no seu melhor, esta é a qualidade da nossa informação e estes são os "critérios" editoriais de quem há muito vem banalizando o jornalismo, transformando um dos alicerces fundamentais da civilização e da democracia, num exercício de permanente menoridade e mau gosto. Quero com isto dizer que, embora lamentando o sucedido e discordando, em absoluto, da organização de torneios de póquer num espaço emblemático do bridge nacional, creio que o maior crime foi cometido por quem transformou uma rotineira e banal acção policial, numa enorme palhaçada mediática.

- Posto isto, resta-me esperar que o C.B.L. se mantenha como o clube de referência que é no bridge nacional mas que, de futuro, pondere devidamente as obrigações que lhe competem por força deste Estatuto. Espero também que as entidades federativas, F.P.B. e A.R.B.L. sejam intervenientes activos numa discussão a manter com o C.B.L., que deixe claras as fronteiras entre as actividades oficiais aí organizadas e as iniciativas privadas do clube.

Luís Oliveira

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22-05-2009 - AT THE BRIDGE TABLE, CLUES TO A LUCID OLD AGE

Com a devida vénia, aqui transcrevemos o artigo publicado pelo New York Times, da autoria de Benedict Carey e que mostra uma das muitas facetas que faz do bridge um jogo extraordinário. Agradecemos ainda à nossa amiga Mané Loureiro Dias que nos forneceu a informação.

May 22, 2009
Brain Power
At the Bridge Table, Clues to a Lucid Old Age
By BENEDICT CAREY
LAGUNA WOODS, Calif. — The ladies in the card room are playing bridge, and at their age the game is no hobby. It is a way of life, a daily comfort and challenge, the last communal campfire before all goes dark.

“We play for blood,” says Ruth Cummins, 92, before taking a sip of Red Bull at a recent game.

“It’s what keeps us going,” adds Georgia Scott, 99. “It’s where our closest friends are.”

In recent years scientists have become intensely interested in what could be called a super memory club — the fewer than one in 200 of us who, like Ms. Scott and Ms. Cummins, have lived past 90 without a trace of dementia. It is a group that, for the first time, is large enough to provide a glimpse into the lucid brain at the furthest reach of human life, and to help researchers tease apart what, exactly, is essential in preserving mental sharpness to the end.

“These are the most successful agers on earth, and they’re only just beginning to teach us what’s important, in their genes, in their routines, in their lives,” said Dr. Claudia Kawas, a neurologist at the University of California, Irvine. “We think, for example, that it’s very important to use your brain, to keep challenging your mind, but all mental activities may not be equal. We’re seeing some evidence that a social component may be crucial.”

Laguna Woods, a sprawling retirement community of 20,000 south of Los Angeles, is at the center of the world’s largest decades-long study of health and mental acuity in the elderly. Begun by University of Southern California researchers in 1981 and called the 90+ Study, it has included more than 14,000 people aged 65 and older, and more than 1,000 aged 90 or older.

Such studies can take years to bear fruit, and the results of this study are starting to alter the way scientists understand the aging brain. The evidence suggests that people who spend long stretches of their days, three hours and more, engrossed in some mental activities like cards may be at reduced risk of developing dementia. Researchers are trying to tease apart cause from effect: Are they active because they are sharp, or sharp because they are active?

The researchers have also demonstrated that the percentage of people with dementia after 90 does not plateau or taper off, as some experts had suspected. It continues to increase, so that for the one in 600 people who make it to 95, nearly 40 percent of the men and 60 percent of the women qualify for a diagnosis of dementia.

At the same time, findings from this and other continuing studies of the very old have provided hints that some genes may help people remain lucid even with brains that show all the biological ravages of Alzheimer’s disease. In the 90+ Study here, now a joint project run by U.S.C. and the University of California, Irvine, researchers regularly run genetic tests, test residents’ memory, track their activities, take blood samples, and in some cases do postmortem analyses of their brains. Researchers at Irvine maintain a brain bank of more than 100 specimens.

To move into the gated village of Laguna Woods, a tidy array of bungalows and condominiums that blends easily into southern Orange County, people must meet several requirements, one of which is that they do not need full-time care. Their minds are sharp when they arrive, whether they are 65 or 95.

They begin a new life here. Make new friends. Perhaps connect with new romantic partners. Try new activities, at one of the community’s fitness centers; or new hobbies, in the more than 400 residents’ clubs. They are as busy as arriving freshmen at a new campus, with one large difference: they are less interested in the future, or in the past.

“We live for the day,” said Dr. Leon Manheimer, a longtime resident who is in his 90s.

Yet it is precisely that ability to form new memories of the day, the present, that usually goes first in dementia cases, studies in Laguna Woods and elsewhere have found.

The very old who live among their peers know this intimately, and have developed their own expertise, their own laboratory. They diagnose each other, based on careful observation. And they have learned to distinguish among different kinds of memory loss, which are manageable and which ominous.

A Seat at the Table

Here at Laguna Woods, many residents make such delicate calculations in one place: the bridge table.

Contract bridge requires a strong memory. It involves four players, paired off, and each player must read his or her partner’s strategy by closely following what is played. Good players remember every card played and its significance for the team. Forget a card, or fall behind, and it can cost the team — and the social connection — dearly.

“When a partner starts to slip, you can’t trust them,” said Julie Davis, 89, a regular player living in Laguna Woods. “That’s what it comes down to. It’s terrible to say it that way, and worse to watch it happen. But other players get very annoyed. You can’t help yourself.”

At the Friday afternoon bridge game, Ms. Cummins and Ms. Scott sit with two other players, both women in their 90s. Gossip flows freely between hands, about residents whose talk is bigger than their game, about a 100-year-old man who collapsed and died that week in an exercise class.

But the women are all business during play.

“What was that you played, a spade was it?” a partner asks Ms. Cummins.

“Yes, a spade,” says Ms. Cummins, with some irritation. “It was a spade.”

Later, the partner stares uncertainly at the cards on the table. “Is that ——”

“We played that trick already,” Ms. Cummins says. “You’re a trick behind.”

Most regular players at Laguna Woods know of at least one player who, embarrassed by lapses, bowed out of the regular game. “A friend of mine, a very good player, when she thought she couldn’t keep up, she automatically dropped out,” Ms. Cummins said. “That’s usually what happens.”

Yet it is part of the tragedy of dementia that, in many cases, the condition quickly robs people of self-awareness. They will not voluntarily abandon the one thing that, perhaps more than any other, defines their daily existence.

“And then it’s really tough,” Ms. Davis said. “I mean, what do you do? These are your friends.”

Staying in the Game

So far, scientists here have found little evidence that diet or exercise affects the risk of dementia in people over 90. But some researchers argue that mental engagement — doing crossword puzzles, reading books — may delay the arrival of symptoms. And social connections, including interaction with friends, may be very important, some suspect. In isolation, a healthy human mind can go blank and quickly become disoriented, psychologists have found.

“There is quite a bit of evidence now suggesting that the more people you have contact with, in your own home or outside, the better you do” mentally and physically, Dr. Kawas said. “Interacting with people regularly, even strangers, uses easily as much brain power as doing puzzles, and it wouldn’t surprise me if this is what it’s all about.”

And bridge, she added, provides both kinds of stimulation.

The unstated rule at Laguna Woods is to support a friend who is slipping, to act as a kind of memory supplement. “We’re all afraid to lose memory; we’re all at risk of that,” said one regular player in her 90s, who asked not to be named.

Woody Bowersock, 96, a former school principal, helped a teammate on a swim team at Laguna Woods to race even as dementia stole the man’s ability to form almost any new memory.

“You’d have to put him up on the platform just before the race, just walk him over there,” Mr. Bowersock said. “But if the whistle didn’t blow right away, he’d wander off. I tell you, I’d sometimes have to stand there with him until he was in the water. Then he was fine. A very good swimmer. Freestyle.”

Bridge is a different kind of challenge, but some residents here swear that the very good players can play by instinct even when their memory is dissolving.

“I know a man who’s 95, he is starting with dementia and plays bridge, and he forgets hands,” said Marilyn Ruekberg, who lives in Laguna Woods. “I bring him in as a partner anyway, and by the end we do exceedingly well. I don’t know how he does it, but he has lots of experience in the game.”

Scientists suspect that some people with deep experience in a game like bridge may be able to draw on reserves to buffer against memory lapses. But there is not enough evidence one way or the other to know.

Ms. Ruekberg said she cared less about that than about her friend: “I just want to give him something more during the day than his four walls.”

Drawing the Line

In studies of the very old, researchers in California, New York, Boston and elsewhere have found clues to that good fortune. For instance, Dr. Kawas’s group has found that some people who are lucid until the end of a very long life have brains that appear riddled with Alzheimer’s disease. In a study released last month, the researchers report that many of them carry a gene variant called APOE2, which may help them maintain mental sharpness.

Dr. Nir Barzilai of the Albert Einstein College of Medicine has found that lucid Ashkenazi Jewish centenarians are three times more likely to carry a gene called CETP, which appears to increase the size and amount of so-called good cholesterol particles, than peers who succumbed to dementia.

“We don’t know how this could be protective, but it’s very strongly correlated with good cognitive function at this late age,” Dr. Barzilai said. “And at least it gives us a target for future treatments.”

For those in the super-memory club, that future is too far off to be meaningful. What matters most is continued independence. And that means that, at some point, they have to let go of close friends.

“The first thing you always want to do is run and help them,” Ms. Davis said. “But after a while you end up asking yourself: ‘What is my role here? Am I now the caregiver?’ You have to decide how far you’ll go, when you have your own life to live.”

In this world, as in high school, it is all but impossible to take back an invitation to the party. Some players decide to break up their game, at least for a time, only to reform it with another player. Or, they might suggest that a player drop down a level, from a serious game to a more casual one. No player can stand to hear that. Every day in card rooms around the world, some of them will.

“You don’t play with them, period,” Ms. Cummins said. “You’re not cruel. You’re just busy.”

The rhythm of bidding and taking tricks, the easy conversation between hands, the daily game — after almost a century, even for the luckiest in the genetic lottery, it finally ends.

“People stop playing,” said Norma Koskoff, another regular player here, “and very often when they stop playing, they don’t live much longer.”

Publicado no New York Times em 22 Maio de 2009

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25-05-2009 - NOVO REGIME JURÍDICO DAS FEDERAÇÕES DESPORTIVAS EM DEBATE

O debate que aqui lançámos tem vindo a recolher as opiniões de vários bridgistas e, com isto, estamos a cumprir o nosso primeiro objectivo - trazer o debate para a discussão pública, ouvir o maior número de bridgistas possíveis e deixar que, também com base nestes dados, os responsáveis federativos tomem as medidas que entendam adequadas.

Para facilitar a navegação pelos diferentes comentários, deixamos aqui uma caixa com links que iremos mantendo actualizada à medida que os comentários forem chegando:

          ALGUMAS NOTAS
           25-05-2009
          Luís Oliveira

 REGIME DE ESPARTILHOS II?  NOVOS ESTATUTOS DA FPB?  REGIME DE ESPARTILHOS? ESPARTILHOS  NUVENS CINZENTAS

O DECRETO LEI 248
 25-05-2009 24-05-2009  24-05-2009  19-05-2009  14-05-2009
Miguel Matos Soares Oliveira Miguel Matos Manuel Oliveira Luís Oliveira

25-05-2009 - AINDA A PROPÓSITO DO NOVO REGIME JURÍDICO DAS FEDERAÇÕES DESPORTIVAS

Se alguma virtude teve o artigo que escrevi foi o de trazer para a ribalta a discussão de um tema que diz respeito a todos os filiados e que pode vir a introduzir alterações substanciais no actual modelo federativo. Respondendo sucintamente a algumas críticas levantadas e respeitando, obviamente, o direito de discordar que a todos assiste (por isso mesmo isto pretende ser um espaço de debate) queria dizer que num enquadramento legal que introduz alterações tão significativas na estrutura federativa, nomeadamente, no que respeita à representatividade de cada um dos diferentes agentes desportivos nas AG's, que esvazia (a menos que eu esteja a entender mal o articulado) muitas das competências actualmente atribuídas às Associações Regionais, que obriga à constituição de listas separadas para os diferentes órgãos federativos, parece-me haver motivos mais do que suficientes para estarmos preocupados. Quanto aos esforços a pedir aos clubes a que se refere o Engº Soares Oliveira, não entendo porque não, já que são eles a base de todo o edifício federativo e muitas das alterações a que me referi os afectam directamente.

Finalmente quanto aos subsídios e à figura de utilidade pública, reafirmo que, muito embora os subsídios estatais sejam importantes, não podem ser uma forma de nos fazer aceitar tudo o que nos querem impôr. Já quanto à figura de utilidade pública, tanto quanto julgo saber, existem várias federações europeias sem esse estatuto nos países de origem e tal facto não as tem impedido de se fazerem representar no quadro competitivo internacional. Não quer isto dizer que essa figura não seja importante. O que não pode é ser uma condição intocável e não estou de acordo que, num caso extremo de perda do estatuto de utilidade pública, que não desejo mas que não me deixa apavorado, o bridge não consiga encontrar soluções alternativas.

Luís Oliveira

REGIME DE ESPARTILHOS II

Para ser sincero não consegui ler mais que os destaques referidos na Introdução ao DL.

Daquilo que percebi, as alterações principais são basicamente ao nível organizativo, nomeadamente da representatividade das várias entidades e dos vários intervenientes na modalidade.
Pessoalmente, escapa-me o aspecto trágico deste novo enquadramento, mas dou de barato que sou muito pouco experimentado na análise deste tipo de documentos.

Assim, e agradecendo desde já ao Luís pela colocação online do mencionado DL, vem esta missiva em jeito de apelo a quem estiver à vontade para isso, estabelecer o comparativo (tipo antes e depois) entre o que temos e o que vamos ter quando assumirmos este novo enquadramento, e em que medida isso é assim tão preocupante.

Era isso e que alguém da FPB, mesmo sem revelar os meandros e segredos por trás das subsídios às selecções, pudesse dar umas luzes sobre o cenário que poderemos ter sem as tais "esmolas".

Cumprimentos bridgísticos.
Miguel Matos

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OS NOVOS ESTATUTOS DA FPB

Caros amigos

Tenho presente o texto do Inocêncio reproduzido em baixo, e faço também referência aos textos do Luís Oliveira de 14 do corrente, do Manel Oliveira de 19 do corrente e do Miguel Matos de hoje, 24, publicados no site do Quinto Naipe. Tenho também presente o discurso do Inocêncio do jantar da ARBL.

Se bem percebo, o que está em jogo é a adaptação dos Estatutos da FBP ao novo DL 248-B72008 publicado no último dia do ano de 2008, Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto. Com efeito, e segundo o Artº 64 desse DL, as Federações existentes devem adaptar os seus estatutos ao disposto no dito DL no prazo de 6 mezes da data da publicação do despacho referido no nº3 do artº 26, o que penso que ainda não aconteceu. Mas julgo que é isso o que a Direcção da FPB está a fazer, o que é positivo.

Sinceramente, li e reli os documentos do Luís Oliveira e do Inocêncio, e confesso que não consegui perceber quais são as perspectivas que os inquietam, o que não quer dizer que elas não existam. Eu é que não as vislumbro.
Em certa altura parece que o Luís quer dizer que para ficarmos livres das "esmolas", termo que acho impróprio e que vem prejudicar qualquer tipo de análise serena e construtiva, a FPB será obrigada dar o grito do Ipiranga e a "libertar-se" da submissão aos estatutos decorrentes do DL, o que lhe conferiria a possibilidade de viver pelos seus próprios meios, sem ter de prestar contas a não ser aos seus próprios sócios.
Não penso que isto seja viável. Bem pelo contrário, no dia em que o Bridge Desportivo deixar de estar sujeito à legislação oficial, não tenho a menor dúvida que terminou os seus dias como modalidade desportiva ao nível nacional. E deixará de ter autoridade para representar o país em provas oficiais internacionais. E o que naturalmente aconteceria, seria aparecerem outros a solicitar ao Governo a criação duma FPB!

Os aspectos que o Manuel Oliveira aponta são de certo modo mais concretos, embora também refira em termos genéricos e não documentados que "a sujeição do Bridge Desportivo às leis do IND foi de consequências negativas e dela resultaram dificuldades para uma modalidade com as características da nossa". Numa perspectiva mais objectiva, o Manuel aponta como factos concretos a carga administrativa, a legislação aplicável sobre o dopping, e a sobrecarga das obrigações fiscais. Mas continuo a pensar que esse tipo de bugalhos tem de ser resolvido no quadro da adesão ao DL em causa e consequente integração no IND, e não pela declaração da independência.

Discordo que os subsídios sejam "esmolas". Por serem curtos? De certeza que não se trata de perseguição ao Bridge Desportivo. Acresce que a existência de subsídios oficiais não é de modo nenhum impeditiva de recurso a patrocínios por terceiros. Não recordo nenhuma obrigação de exclusividade nem nenhuma incompatibilidade. E, referindo uma preocupação do Manel, pergunto em que é que o subsídio prejudica a flexibilidade organizativa.

Assim, e muito embora compreenda que há necessidade de procurar usar esta ocasião de revisão dos Estatutos para criarmos condições mais favoráveis para a Federação, sou de opinião que não adiantará muito estarmos a pedir profundos esforços de observação benévola e de sugestões plenas de boa-vontade aos clubes para que a Direcção apresente os Estatutos revistos. Parece-me mais positivo, depois de se recolherem os pontos considerados de impacte negativo que quaisquer filiados ou clubes queiram apresentar, fazer uma abordagem de base jurídica com um grupo de trabalho seleccionado (e a Direcção tem órgãos competentes na sua estrutura) para proceder à respectiva análise e para elaborar a proposta de alterações do documento a apresentar os órgãos oficiais competentes. Naturalmente até já é isso que a Direcção está a fazer!
Recordo que esse documento se destina à "atribuição do estatuto de Utilidade Pública às Federações Desportivas".

Gostaria de sublinhar que o ponto de vista do Miguel Matos me parece muito sensato e equilibrado, e igualmente que a Direcção da Federação me parece estar a fazer um excelente trabalho, conforme a descrição do Luís Oliveira no seu texto.

Estou às ordens , se puder ser útil.
Abraço colectivo
José Manuel Soares de Oliveira
Filiado 842

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REGIME DE ESPARTILHOS

Não pretendo concordar, discordar, muito antes pelo contrário.
De facto, a maioria dos jogadores fica alheado destas questões, e isto acontece por várias razões:
- desconhecem o assunto.
- não querem conhecer.
- não sabem onde se podem informar.
- consideram que elegeram corpos directivos vários e suficientes (FPB e ARs) para se preocuparem com estas questões, como tal não querem saber.
- etc.

Pessoalmente, desconheço o assunto e tendo procurado informar-me nos sites da FPB e da ARBL, nada encontrei sobre o mesmo.
Então não vos parece que esta discussão, dando de barato a sua utilidade, deveria ser despoletada por alguma destas entidades?
O que vejo são apenas artigos e alocuções acerca do fatalismo do que pode vir a acontecer, mas ainda ninguém me explicou um par de coisas:
- o que muda realmente nos estatutos que será fatal para a modalidade?
- mudam assim tanto em relação aos actuais? É que é no contexto dos actuais que se têm conhecidos sinais positivos na modalidade.

Entretanto, segundo parece, no outro prato da balança estão apenas as "esmolas" do Estado. Também aqui, era necessário que alguém dissesse claramente duas coisas:
- qual a dependência da modalidade em relação a estas "esmolas"?
- qual a dependência das selecções destas "esmolas"?

Pessoalmente, fui dos que desde a primeira hora franziram o sobrolho em relação a este molde organizativo (está escrito algures pos aí).
Mais, também tenho a impressão que alguns sinais positivos que têm existido derivam mais do empreendedorismo de alguns do que outra coisa qualquer.
Continuo a considerar que a modalidade tem de se saber autofinanciar, nomeadamente através da figura do sponsoring.

Assim, gostava de saber mais sobre as respostas às perguntas acima, sem as quais me parece impossível avaliar correctamente os vários pratos da balança.
Cumprimentos bridgísticos.
Miguel Matos

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- ESPARTILHOS

Se à época fui um dos mais empenhados participantes e defensores do actual regime desportivo da FPB de que resultaram os Estatutos ainda em vigor, já há alguns anos que venho defendendo que as consequências que daí advieram foram negativas e que se deveria repensar esta sujeição às leis do IND e às dificuldades que elas trazem a uma modalidade com as características do Bridge Desportivo.
O grande argumento utilizado para defender esta sujeição é o dos subsídios que o Estado dá (embora quando e quanto lhe apetece) e a que o Luís Oliveira chama esmolas, julgo que com toda a razão. E de entre esses subsídios é particularmente sublinhado o que é atribuído para deslocações da(s) selecção(ões) nacional(ais).
Embora seja contra a instituição Esmola, tenho que admitir que o argumento tem algum peso. Mas mesmo assim preferia ganhar em flexibilidade organizativa e em alívio da carga administrativa (já sem falar no ridículo doping, na teia fiscal e no mais que nem conhecemos) a que se está obrigado, à custa da perda de alguns tostões. É verdade que se corre o risco de limitar o acesso às selecções de jogadores sem desafogo financeiro, o que é sempre negativo, mas face à realidade do nosso bridge parece-me um preço muito aceitável para a liberdade que se pode recuperar.
É infelizmente habitual o alheamento da maioria dos jogadores em relação a estas questões - a malta gosta é de jogar (e de preferência ganhar) sem ter chatices.
Estas linhas pretendem apenas sublinhar e apoiar as palavras do Luís Oliveira no que diz respeito à grande oportunidade que se nos depara de tomar decisões fundamentais para o futuro do Bridge Desportivo através de uma participação consciente e expressiva dos praticantes. Têm a palavra os Clubes.
Manuel Oliveira

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14-05-2009 - A PROPÓSITO DO NOVO REGIME JURÍDICO DAS FEDERAÇÕES DESPORTIVAS

O Decreto Lei que estabelece o novo regime jurídico para as federações desportivas pode vir a constituir um rude golpe na modalidade. O autismo dos responsáveis políticos relativamente às modalidades desportivas com menos praticantes está a conduzir as pequenas federações para um beco sem saída que, a prazo, pode levar à extinção de muitas delas.

Urge, portanto, abrir a discussão sobre o tema antes de se tomarem decisões que podem comprometer, de forma irreversível, o futuro desta modalidade. A essa discussão devem ser chamados os Clubes, as Associações Regionais e todos os praticantes que possam dar um contributo positivo na procura de soluções. Este é o momento de cerrar fileiras na defesa da modalidade que amamos.

Em meu entender, é tempo de se discutir a "inevitabilidade" dos subsídios estatais. Se, para obter esses magros apoios, tivermos que ficar reféns de Estatutos que, a curto prazo, podem determinar o desaparecimento da modalidade, então, pela minha parte, entendo ser tempo de dizer basta! Acredito que o bridge tem condições para sobreviver sem as esmolas do Estado e mesmo para se desenvolver mais e de uma forma mais sustentada do que tem acontecido até agora. Para isso há que encontrar soluções alternativas, quer nos modelos desportivos, quer no funcionamento administrativo da FPB.

Curiosamente, no período de crise que atravessamos, são vários os sinais de esperança no futuro. Nunca como agora se assistiu no bridge nacional a acções de formação e de procura de novos jogadores em tantos clubes e grupos desportivos de empresas. Nunca como agora existiram torneios e eventos desportivos que, saindo fora do âmbito de actividade dos clubes tradicionais, juntam um número tão considerável de praticantes, sem que isso signifique o fim da actividade regular dos clubes, antes os têm impulsionado para a procura de novas soluções e para a melhoria na qualidade das ofertas, seja em equipamentos desportivos, seja na diversidade competitiva que oferecem. Os muitos exemplos estão aí e são recentes: um Grande Prémio de Portugal que, este ano, renasceu das cinzas e volta a dar sinais de vitalidade;122 pares no I Torneio do Estoril Open, numa parceria que tem todas as condições para não ser apenas casual; 67 pares no torneio Lusitana Paixão, em Lisboa, que juntou adeptos do bridge online com os regulares praticantes e que terá este Sábado, continuidade no Porto, onde está garantida casa cheia com, pelo menos, 50 pares; médias de cerca de 40 pares nas provas do Circuito B4F com regularidade quinzenal; 22 equipas a jogar o Torneio de Equipas do CBL; um número significativo de praticantes a jogar nas iniciativas regulares dos clubes, com CBL, CPB, Paris Bridge e Palácio Fronteira a conseguirem manter os seus níveis de frequência, quando não mesmo a aumentá-la, apesar da crise e do aumento da oferta. Realidade que se estende a muitos outros pontos do País, mesmo em locais onde o bridge tem mais dificuldade de se desenvolver. É nestes sinais que temos de concentrar as nossas atenções, que nos devem motivar para encontrar soluções inovadoras e que devem ser suficientes para resistir à pressão dos que nos querem encurralar em guetos que nada têm a ver com os interesses do bridge desportivo.

Pode o bridge viver sem a muleta do Estado? A minha resposta é, sem qualquer hesitação, PODE! Vou mesmo mais longe: com o espartilho que nos querem impôr, DEVE!

A actual Direcção da FPB tem feito um trabalho muito meritório. Herdando uma situação muito complicada, quer ao nível desportivo, quer ao nível da sustentabilidade financeira da FPB, tem conseguido arrumar a casa e recuperar a confiança e o apoio de muitos praticantes que, por razões diversas, estavam afastados da modalidade. O excelente trabalho do Departamento Desportivo, no que respeita à actualização da página online e dos pontos de ranking merece o aplauso de todos. A versão actualizada das Normas Técnicas, em discussão pública, a tradução do novo código de arbitragem e as acções de formação para os árbitros em actividade, promovidas pelo Conselho de Arbitragem, a elaboração e divulgação de importantes documentos como seja a Política de Alertas, são apenas alguns dos muitos exemplos do trabalho sério e competente que está a ser desenvolvido.

Sendo filiado por Lisboa, devo salientar o excelente trabalho que vem sendo desenvolvido pela minha Associação (ARBL) nos mais variados campos de actividade. No passado dia 13 de Maio, durante um jantar de distribuição de prémios da época 2008 (mais uma iniciativa que se saúda), muitos dos problemas que aqui levanto foram também identificados pelo Presidente da ARBL, Inocêncio Araújo. Apraz-me registar o interesse e a disponibilidade por ele manifestados, em nome da ARBL, no alargado debate que deve ser feito em torno destas matérias, como se pode constatar pela leitura da alocução então proferida e que aqui transcrevemos.

Uma nova dinâmica está a chegar ao bridge desportivo, pelo que a FPB tem todas as condições para liderar um amplo processo de discussão em torno de um assunto de imensa gravidade e que deve mobilizar todos os praticantes. Também às Associações Regionais compete levar a discussão para os clubes nelas filiados e mesmo alargá-la aos praticantes. Um amplo consenso é fundamental para que o bridge possa sair reforçado e apto a enfrentar os grandes desafios do futuro.

O bridge nacional não pode ficar refém da figura da utilidade pública desportiva e dos magros "patacos" que daí resultam. A modalidade e os seus praticantes são capazes de sobreviver sem esmolas. Assim haja vontade e determinação dos seus praticantes e coragem dos seus dirigentes.

Luís Oliveira

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-25-05-2009 TUDO ISTO EXISTE, TUDO ISTO É BRIDGE... MAS NÃO TEM DE SER UM FADO

Por aquilo que leio, muito mais que por aquilo que pratico, o Bridge nacional dá ideia de alguma renovação, tendo-se vindo esta realidade a reflectir no crescimento das inscrições em alguns torneios.
Esperando que isto não seja uma espécie de bonança antecipada antes de alguma tempestade, até porque eu sempre me considerei um optimista, não quero deixar de aproveitar o ensejo para abordar um aspecto da modalidade muito poucas vezes abordado (para não dizer nunca) - as "regras" de comportamento à mesa.

Vem isto a propósito de no outro dia ter jogado uns encontros de equipas do torneio do CBL e ter sido chamado à atenção porque tive a pedagogia de referir ao adversário que seria mais correcto questionar o leilão no final do mesmo, se isso não interferisse com as suas pretensões à participação no dito.
Ora, a parceira do referido adversário, privilegia-me com uma prelecção acerca do crescimento da modalidade e dos esforços que estão a ser levados a cabo para fazer regressar os praticantes aos clubes em detrimento da Internet.

Em primeiro lugar, importa dizer que existe aqui um enorme erro de "casting". A Internet não é o inimigo da modalidade, antes pelo contrário. A Internet é a melhor ferramenta de divulgação, mas também de recrutamento de jogadores para modalidade que alguma vez podia ter existido, ou seja, a Internet até já pode ter roubado jogadores à modalidade, mas esses por lá continuam, provavelmente jogando apenas os torneios mais interessantes, mas dedicando mínimo interesse aos torneios de clube.
Mas este nem é o assunto que aqui me trouxe.
O assunto tem a ver mais propriamente com as razões (excepto o tabaco) que levaram muitos jogadores a trocar os clubes pela Internet, e essas eu diria sem medo de errar por grande margem, serão quase todas de índole ética e comportamental.

Vem então isto ao encontro da tal atitude pedagógica (que me custou a tal prelecção). Mas do que precisamos não é apenas de atitudes, mas de um posicionamento claro em relação à modalidade, em que na grande maioria das provas grassa uma laxismo preocupante em relação a situações importantes e, ao invés, uma exigência demasiada em situações de lineu.

Para que tal mude, pouco ou nenhum contributo posso dar, para além de alguma pedagogia à mesa à custa de mais algumas prelecções (até já me aconteceu ser acusado de estar a intimidar o adversário). Mas posso apelar que todos aqueles que estão envolvidos na Formação tenham este aspecto em consideração e incluam estes aspectos nos seus módulos formativos.
Tenho a certeza de que enorme maioria (seguramente mais de 90%) nunca leu o que a seguir transcrevo com a devida vénia ao CIB e ao Quinto Naipe de onde tirei a tradução.
Leitura obrigatória para qualquer bridgísta.

Lei 74 - CONDUTA E ETIQUETA

A. ATITUDE APROPRIADA
1. Cortesia
Um jogador deve observar sempre uma atitude cortês.
2. Etiqueta na linguagem e na acção
Um jogador deve evitar qualquer reparo ou acto que possam causar aborrecimento ou embaraço a outro jogador, ou que possam interferir com o prazer do jogo.
3. Conformidade com o procedimento correcto
Todo o jogador deve adoptar um procedimento uniforme e correcto, tanto no leilão como no carteio.

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B. ETIQUETA
Por cortesia, um jogador deve evitar:
1. Prestar insuficiente atenção ao jogo.
2. Fazer comentários gratuitos durante o leilão e o carteio.
3. Destacar uma carta antes de ser a sua vez de jogar.
4. Prolongar desnecessariamente o carteio com o objectivo de perturbar os adversários (por exemplo, continuar a jogar sabendo que todas as vazas restantes serão seguramente suas).
5. Chamar ou dirigir-se ao Director do Torneio de modo descortês para com ele ou para com outros jogadores.

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C. VIOLAÇÃO DAS NORMAS DE CONDUTA
Consideram-se violações das normas de conduta:
1. Utilizar designações diferentes para a mesma voz.
2. Revelar aprovação ou desaprovação por vozes ou por jogadas.
3. Revelar expectativa (ou intenção) de ganho ou de perda de uma vaza ainda não completada.
4. Durante o leilão ou o carteio, fazer comentários ou gestos de forma a chamar a atenção para uma ocorrência significativa ou para o número de vazas que faltam para a obtenção do êxito.
5. Olhar fixamente para outro jogador, durante o leilão ou o carteio; ou para a sua mão, com a intenção de ver as faces das suas cartas ou de observar o lugar de onde retira uma carta (é porém correcto agir em função de informação obtida ao ver, por inadvertência, uma carta de um adversário) (21).
6. Mostrar evidente perda de interesse pela mão em curso (por exemplo, juntando e colocando as suas cartas sobre a mesa).
7. Variar o ritmo de leilão ou de carteio com o objectivo de desconcertar os adversários.
8. Retirar-se desnecessariamente da mesa, antes de ser anunciado o final da posição.

Cumprimentos bridgísticos.
Miguel Matos

19-01-2009 - ISABEL FERREIRA: O MEU TRIBUTO À SUA MEMÓRIA


ISABEL FERREIRA
1962-2009

"Ó capitão! Meu capitão! Terminou a nossa terrível viagem,
O navio resistiu a todas as tormentas, o prémio que
buscávamos está ganho,
O porto está próximo, ouço os sinos, toda a gente está
exultante,
Enquanto segue com os olhos a firme quilha, o ameaçador e
temerário navio;
Mas, oh coração! Coração! Coração!
Oh as gotas vermelhas e sangrentas,
Onde no convés o meu capitão jaz,
Tombado, frio e morto.
...
Walt Whitman

Subitamente, a morte levou-nos uma amiga, deixando-nos mais sós, mais pobres e mais tristes.

Divide-me um enorme sentimento de revolta pela perda e o reconhecimento de ter podido partilhar com a Isabel momentos inesquecíveis. O breve ruído que é a vida, esfumou-se. Mas fica-nos para sempre a memória!

Partiste e contigo levaste uma parte de todos com quem partilhaste inolvidáveis momentos. Lá, onde estiveres, não te esqueças de guardar um cantinho para brindarmos uma vez mais, como tantas vezes fizemos.

Adeus, amiga!

19 Janeiro 2009

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24-11-2008 - MANUEL CAPUCHO AGRACIADO COM A MEDALHA DE OIRO PELA WBF

Manuel Capucho foi agraciado com a medalha de ouro da WBF, durante a cerimónia de encerramento do Festival de Monte Carlo, que decorreu entre 7 e 9 de Novembro. Sendo uma distinção individual, o facto não pode deixar de constituir uma honra para o bridge nacional.
O Quinto Naipe regista o facto e felicita o filiado Manuel Capucho.

 

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24-11-2008 - CAMPEONATO NACIONAL EQUIPAS - O RENASCIMENTO DE UM CLUBE

A 1ª fase da final do Campeonato de Equipas Open decorreu nas renovadas instalações do Clube Bridge do Porto, onde tinha estado, pela última vez, em Maio de 2006, numa acção de formação para monitores de bridge. Na altura encontrei um clube com instalações degradadas e, sobretudo, sem alma e quase sem actividade desportiva. Muito se falava então do inevitável encerramento do clube o que significava o desaparecimento de um espaço de referência do bridge nortenho e nacional. Quando o destino parecia irreversível, um grupo de jovens jogadores decidiu lançar mãos à obra e apostar na continuidade da prestimosa Instituição.
Quando, no passado fim-de-semana, entrei nas instalações do C.B.P. foi como fosse esta a minha primeira visita, tal foi o trabalho feito por esta magnifíca equipa. Um espaço alegre, confortável e muito funcional que não poderá deixar de encher de orgulho os bridgistas do Norte. Nem mesmo os pobres resultados desportivos alcançados pela minha equipa conseguiram ofuscar a imensa alegria que senti, por muitas e variadas razões:
Desde logo porque o bridge não só não perdeu um espaço de referência, como este renasceu, melhor que nunca, para uma nova vida que se deseja longa e feliz. Depois porque isto foi, acima de tudo, o resultado do trabalho e dedicação de um grupo jovem, abrindo mais uma porta de esperança a todos os que apostam na renovação da modalidade e no aparecimento de gente e de ideias novas para a modalidade. Também porque, num período de crise e de desencanto, o aparecimento de sinais positivos constitui um tónico rivogorante para todos nós.
A todos os bridgistas do Norte e, em particular, a todos os que, das mais diversas formas, vêm contribuindo para o renascimento do C.B.P. as minhas felicitações pelo magnífico trabalho desenvolvido e o meu agradecimento pelo importante contributo que estão a dar à modalidade.

Sem qualquer tipo de "conotação clubística" aqui fica o meu POOOOOOOOORTO! Obrigado

Luís Oliveira

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02-11-2008 - ACORDO DE PARCERIA COM O C.B.L.

Face às alterações anunciadas na estrutura do núcleo desportivo do CBL, com a saída da responsável pelo pelouro da formação, Beatriz José, a quem manifestamos, publicamente, o nosso apreço pelo excelente trabalho que desenvolveu e porque entendemos que deixam de estar reunidas condições para implementar o projecto de formação aprovado, a Escola de Bridge decidiu denunciar o acordo de parceria que mantinha com o CBL, com efeitos a partir do dia 1 de Novembro de 2008.
Também no apoio aos torneios de regularidade, o grupo Quinto Naipe fez saber que os seus representantes deixarão de prestar colaboração técnica ao CBL a partir de 1 de Janeiro de 2009. Convirá realçar que estas decisões não resultam de qualquer situação conflituosa entre as partes. Ao CBL desejamos as maiores felicidades, certos que, apesar de separados, não estaremos de costas voltadas e continuaremos a contribuir para o objectivo comum de promover o bridge nacional.

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(26/4/08)
 Muito mais do que um jogo de cartas
  
"DN 26/4/2008 Edição on line"

UNESCO pretende apoiar modalidade e inserir bridge no desporto escolar
Para a esmagora maioria, a pergunta que se impõe é mesmo esta: O que é o bridge? Por isso, vamos por pontos. O ás, vale quatro. O rei, três. A dama, dois. O valete, apenas um. Quatro grupos de naipes, com a sua hierarquia descendente de espadas para copas, destas para ouros, de ouros para paus. O baralho tem 52 cartas, cada jogador tem 13. No resto, consiste a dificuldade. É um jogo de raciocínio, de mil lógicas e mil combinações possíveis, de sinalética, e perspicácia, de subtilezas Em suma: as cartas são o veículo, mas este é um mind game. Talvez por isso não esteja massificado. Talvez seja porque não envolve suor, nem entradas violentas - pelo menos que se vejam -, nem discussões exacerbadas à volta de um objecto esférico, nem processos obscuros de de "cartas douradas". Ou talvez seja pelo facto de ser ainda algo elitista. Seja como for, não será por mero acaso que nos próximos Jogos Olímpicos de Pequim o Bridge vai ser apresentado como modalidade experimental, nem por qualquer casualidade que a UNESCO formalizou apoio formal ao desenvolvimento do Bridge, considerando-o um verdadeiro "desporto que começa a despertar".

A UNESCO entende que o bridge, para além de estimular o convívio, é também um factor de desenvolvimento das faculdades intelectuais dos seus praticantes. Dito isto, a UNESCO quer fazer chegar cada vez mais o bridge às escolas, prevendo futuro risonho para o bridge como desporto escolar, anunciando também apoios à Federação Mundial de Bridge, a sua entidade máxima. Em Portugal, é muito provável que esta visão optimista ainda esteja à distância de anos luz.

Talvez por aí se explique a inexistência de multidão no Centro de Congresso do Casino de Estoril no passado domingo, quando se disputava o campeonato de pares. Para além dos jogadores, do director de prova e dos elementos da organização, não havia assistência. E a prova decorria sob o silêncio que se impunha, embora cá fora, no "fumatório", algumas discussões decorressem em bom ânimo, ainda a quente, enquanto lá dentro arrefeciam as suas cadeiras. E, de acordo com os especialistas, não fosse acontecer alguma hecatombe, a vitória estava garantida para o par português Rui Pinto/Juliano Barbosa. Entre os jogadores, questões de "handicap" à parte, destacavam-se Mário Bettencourt Resendes ou Alexandre Baptista, um ex-magriço, concentradíssimo no jogo.

O ambiente era descontraído, as duplas, como é de regra, eram de norte e sul contra este e oeste, cabendo ao director do torneio a atribuição dos respectivos lugares nas mesas e as suas mudanças. O par português não desiludiu e saiu vencedor do centro de congressos, relegando uma dupla espanhola, que atirou para terceiro um par holandês. No fim, os vitoriosos recolheram alegremente os seus pontos de "ranking", angariando "handicap" de "open" em "open". É através dessa fórmula que se encontram os campeões nacionais e europeus. À competição seguiu-se um jantar convívio, apanágio do bridge.

De acordo com Fernando Ribeiro da Cruz, da Federação Portuguesa de Bridge, só o mau tempo estragou sucesso maior a este 23.º Festival Internacional de Bridge, impedindo, por exemplo, muitos jogadores espanhóis de qualidade de estar presentes. Quanto ao sucesso do bridge em Portugal, isso é outro assunto, mais vasto. É um processo muito lento longe de despertar emoções fortes. Ainda por cima, o bridge de computador afasta muitos jovens de se sentar à mesa com outros, transformando-o num jogo global, mas isolado. Como no bridge, o futuro é incerto.

Luís Pedro Cabral

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05-03-2008 - Sinais

Cerca de dois meses após ter tomado posse a nova Direcção da FPB, são já evidentes os sinais positivos na actividade federativa, dos quais realçamos:

1- Comunicação
Uma área fundamental na actividade federativa, que foi descurada muito para além dos limites do razoável e à qual a actual Direcção tem vindo a dar uma enorme atenção. Os resultados positivos estão à vista, com o envolvimento de entidades diversas na divulgação atempada das notícias que interessam a todos os filiados. Uma política eficaz na área de comunicação cria laços de proximidade e de confiança entre todos os agentes envolvidos. Este é, pois, um primeiro sinal de um novo rumo na política federativa que gostaria de realçar e de saudar.

2- Regulamentação das actividades desportivas
Outra área onde se foram acumulando inúmeros problemas num passado recente, que originaram grandes confusões e um clima de constante tensão entre os praticantes e os organismos dirigentes. Também aqui parecem haver claros sinais de uma radical inversão de processos. Exemplos disto, o regulamento do torneio de selecção ao qual, independentemente das opiniões sobre o método escolhido, não se pode negar o mérito da sua cuidada elaboração; a publicação das políticas de sistemas e de alertas e a distribuição pública e atempada dos regulamentos de provas a disputar. Sabe-se que também o novo código de bridge está em processo de tradução pelo Conselho Técnico. E é também na actuação dos diferentes órgãos dirigentes que se começam a sentir evidentes sinais de mudança. Acima de tudo, respira-se a vontade de pôr ordem na casa e de restituir às políticas federativas a indispensável confiança dos filiados.

3- Relacionamento institucional
A imagem que qualquer filiado tem da situação actual entre a Direcção da FPB e as estruturas regionais é, penso, a de um clima de diálogo e de cooperação. Parece que, finalmente, estão a ser dados passos claros no sentido das diferentes estruturas federativas abandonarem o clima de guerrilha institucional em que se foi vivendo nos últimos tempos. O respeito pela diferença de opiniões, a valorização dos objectivos comuns e a disponibilidade para se encontrarem soluções consensuais para os múltiplos problemas que afectam a modalidade, são sinais evidentes de viragem. Esperemos que esta seja uma atitude a manter e a desenvolver.

4- Projectos
A actual Direcção tem vindo a dar sinais que pretende estender a sua acção a uma área muito mais vasta do que a mera gestão corrente da actividade federativa. Tal como, aliás, se espera de uma federação desportiva. A formação, a definição de metas e objectivos nas diferentes áreas da actividade desportiva, a consolidação orçamental e o equilíbrio financeiro, têm sido áreas publicamente referidas pelos actuais dirigentes como os estandartes do seu programa de acção.

Estes são os primeiros sinais que captei sobre a actividade dos novos corpos dirigentes. Impressões que, aliás, se estendem às actividades que vêm sendo desenvolvidas pelas diferentes Associações Regionais, peças fundamentais no desenvolvimento da modalidade.

Em resumo, estou confiante! Acho que o caminho que está a ser seguido se irá traduzir, a muito curto prazo, no reforço da FPB, quer em número de filiados, quer em número de participantes nas diferentes actividades federativas. Que assim seja, porque o bridge merece!

Luís Oliveira

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 Comentário  FPB  ABM  ARBL  ARBN

O bridge nacional entrou na fase de grandes decisões, com a abertura do período eleitoral para Associações Regionais e F.P.B.

É sentimento praticamente unânime que a modalidade atravessa a maior crise de sempre. Uma crise que se mede no preocupante desaparecimento de filiados e que se sente nas diferentes manifestações desportivas, quer pela evidente redução do número de participantes, quer pelo ambiente que se vai vivendo na grande maioria das provas, onde há sempre qualquer coisa que corre mal.

Independentemente de opiniões subjectivas sobre os nomes dos eleitos, importará conhecer os respectivos programas de acção. Espero eu e, ouso dizer, espera a grande maioria dos praticantes, que esses programas estabeleçam como prioridades absolutas algumas das questões que mais têm contribuído para a crise em que nos encontramos, como sejam:

- Recuperar para o seio federativo os muitos filiados que, por diversas razões, têm vindo a abandonar o bridge federado, "refugiando-se" no bridge dito social e, sobretudo, no bridge online. Há que definir um plano consistente para abordar este assunto, nomeadamente, há que ir à procura das razões que levaram tantos e tantos bridgistas a este estado de desconsolo e de desconfiança. É urgente que todas as estruturas federativas dêem sinais claros de querer respeitar os objectivos definidos nos estatutos, construindo o edifício da base da pirâmide para o topo, ao contrário do que tem acontecido nos últimos anos.

- Investir, de forma determinada e tecnicamente sustentada, na divulgação da modalidade e na formação de novos jogadores. Não competindo à FPB nem às Associações Regionais dar cursos de bridge, compete-lhes definir as balizas de um projecto de formação e trabalhar com agentes habilitados para o efeito para a sua concretização.

- Reformular toda a actividade desportiva a vários níveis: em termos de regulamentos, com a procura de diferentes fórmulas de disputa de provas que, há muito, perderam qualquer tipo de interesse competitivo. Mas também com a eliminação das muitas lacunas, omissões e confusões em que os regulamentos, ainda em vigor, foram férteis; é urgente fazer aprovar novas Normas Técnicas; é fundamental implementar critérios de rigor e de qualidade na actividade desportiva - na arbitragem, investindo na formação continuada dos árbitros no activo e numa eficaz e objectiva classificação do seu desempenho; nos materiais de torneio; na divulgação das provas; nos níveis de exigência ao comportamento dos jogadores, com a implementação da tolerância zero para atitudes que, infelizmente, proliferam, impunes, nas provas federativas; repensar o modelo de classificação de jogadores que, segundo penso, foi o primeiro grande rombo na confiança de um grande número de praticantes.

Sempre que se fala em política desportiva da FPB fala-se, inevitavelmente, em selecções nacionais. Trata-se, sem dúvida, de um aspecto importante da sua actividade: não só porque é o cartão de visita da FPB no exterior, mas, acima de tudo, pelos consideráveis recursos internos que consome (e não estou a falar apenas da parte material). O que não é aceitável é que o affair selecções domine todas as atenções e consuma todas as energias. Correm rios de tinta sobre as fórmulas de disputa, sobre os critérios de selecção, sobre os vazios regulamentares. As selecções são o centro de toda a actividade federativa e, quantas vezes, todo o seu universo. Está, assim, o mundo inteiro ao contrário. Porque no centro do nosso universo têm de estar os PRATICANTES. Não apenas (nem sequer principalmente) o grupo restrito de jogadores elegível para a selecção, mas a grande massa de praticantes que sustentam financeira e desportivamente a FPB. SEM PRATICANTES NÃO HÁ BRIDGE! Ou se encontram, rapidamente, formas de comunicar com os muitos praticantes anónimos, de lhes transmitir sinais claros da sua importância no edifício federativo, ou estaremos condenados a definhar cada vez mais e, muito provavelmente, a desaparecer. Porque a grande maioria dos filiados não só não se revê na problemática das selecções, como olha com enorme e fundamentada desconfiança para tudo o que diz respeito a um processo, que sendo importante, está longe de ser uma prioridade determinante. Ao longo dos anos, parece ter vindo a ganhar consistência a ideia, não desmentida pelas práticas federativas, de que o bridge nacional se resume às selecções, afectando uma pequena minoria de praticantes e que tudo o resto é paisagem. É tempo de definir, com clareza e com rigor, as prioridades da acção federativa.

Espero, sinceramente, que as novas Direcções da FPB e das Associações Regionais consigam inverter a tendência dos últimos anos e recuperar a confiança dos muitos praticantes que foram abandonando a família bridgística. A tarefa que têm pela frente é muito complexa: requer disponibilidade, capacidade de trabalho e de diálogo e vontade política.

Entretanto, alguns sinais positivos vão, finalmente, chegando: a Associação Regional da Madeira (ABM) elegeu os novos corpos gerentes, sendo de realçar o aparecimento de duas listas, sinal inequívoco de vitalidade e dinamismo do bridge madeirense. Junto anexamos o texto que nos foi enviado pelo José Júlio Curado. Também a Associação Regional de Lisboa (ARBL) elegeu os novos dirigentes e apresentou um programa de acção muito ambicioso, que publicamos mais adiante, neste artigo. A Associação Bridge do Norte (ARBN), sobre a qual pairavam nuvens negras de pessimismo, lança-se na preparação do futuro, com uma lista cheia de gente nova e de entusiasmo.

O sucesso de todos estes projectos depende da capacidade dos responsáveis na sua implementação mas, sobretudo, na capacidade das Associações Regionais e F.P.B. trabalharem em clima de permanente diálogo e cooperação. Assim o espero!

FInalmente, uma palavra para quem cessa funções: não escondo a minha discordância com grande parte do trabalho que foi desenvolvido pela FPB nos últimos 4 anos. Infelizmente, o balanço objectivo da actividade federativa veio dar-me razão - diminuiu drasticamente o número de filiados, diminuiu o número de participantes nas provas, aumentaram os "casos no jogo", seja por questões de arbitragem, seja por falta de rigor na elaboração dos regulamentos, que foram navegando ao sabor dos acontecimentos, em vez de os condicionarem, como era suposto, seja por inoperância ou ausência de órgãos federativos, quando os factos aconselhavam a atitudes firmes e profiláticas. Mas, embora pesando muito os aspectos negativos da gestão que agora termina, há que reconhecer que vários factores exógenos à "governação" contribuiram para este desfecho. Se é verdade que as coisas não correram bem muito por culpa das políticas que foram implementadas, não é menos verdade que este mandato foi também condicionado por circunstâncias especiais, de onde se destaca o período de transição muito complicado, resultante de mudanças radicais na estrutura federativa, com que a Direcção teve de conviver.

Neste momento, até como sinal positivo para o futuro, recordemos as coisas boas, das quais se destaca, obviamente, o Campeonato do Mundo do Estoril, que ficará na história do bridge nacional e mundial.

Luís Oliveira

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No passado dia 16 de Dezembro foi eleita a única lista candidata à Assembleia Geral da FPB, liderada por Francisco Costa Cabral. Certo que do desempenho dos novos responsáveis federativos dependerá o futuro da modalidade e ciente da enorme tarefa que têm pela frente, a todos desejo as maiores felicidades. Aqui fica a composição da lista eleita e o respectivo programa de acção:

MANDATO DE 2008 A 2011

MESA DA ASSEMBLEIA GERAL

PRESIDENTE
Artur Eduardo Brochado dos Santos Silva

SECRETÁRIOS
Rui Manuel Pinheiro da Silva Santos
Maria Eugénia Palmeira de Marques Davim

PRESIDENTE DA DIRECÇÃO
Francisco Alberto de Paula da Costa-Cabral

DIRECÇÃO
Ana Isabel de Almeida Figueiredo Correia
Carlos Jorge Figueiredo Castanheira
Fernando Paulo Beato Ribeiro da Cruz
Jorge Avelino Monteiro dos Santos
Manuel d'Orey Capucho
Maria Beatriz de Brito Debonnaire
Tiago Barreira Paredes Canelas Santos

CONSELHO DE ARBITRAGEM
Luis Filipe Travassos Santos
João Pedro Ferreira Ribeiro Clemente
Rui Manuel Lopes Marques

CONSELHO FISCAL
Belarmino Gonçalves Martins
Germano Augusto Almeida Ferreira Pó
José Rossini Pinto da Costa

CONSELHO JURISDICIONAL
Maria Eduarda Guimarães Reis
Carlos Pamplona Corte-Real
Carlos de Sousa Gonçalves Luiz
João Carlos Kruss Melo Fanha Vicente
Rui Jorge de Sousa Ribeiro Pinto

CONSELHO DISCIPLINAR
António José Moraes Sarmento Ramalho
António Pedro Falcão Moreira Sousa
Henrique Carlos Leiria de Lima
Ilídio Duarte Rodrigues
José Alberto Figueiredo de Oliveira

CONSELHO TÉCNICO
Manuel Jorge Vasques de Oliveira
Carlos Emanuel de Barros Pimenta
Jorge Manuel Nunes Ribeiro Cruzeiro

PROGRAMA DE ACÇÃO

A presente candidatura aos órgãos federativos da Federação Portuguesa de Bridge terá como principal objectivo procurar soluções para a actual crise latente do bridge em Portugal: o número de praticantes licenciados tem vindo continuadamente a diminuir e não tem havido a desejada renovação, o que é claramente visível pela ausência nas principais competições de um número significativo de praticantes jovens.

Dever-se-á ainda ter em conta que os órgãos federativos que vierem a ser eleitos - os desta lista ou de outra - se defrontarão com uma situação sem precedentes, uma vez que serão os primeiros que tomarão posse no início do ano civil. Encontram-se assim numa posição "sui generis", dado que, por obrigação legal e estatutária, já foram aprovados para 2008, em Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Bridge, um Plano de Actividades e um Orçamento, com os quais poderemos não estar necessariamente totalmente identificados.

Consequentemente o nosso plano de acção iniciar-se-á com uma análise detalhada da situação actual da vida corrente da FPB, das iniciativas em curso, dos problemas pendentes e dos elementos necessários para aferir da exequibilidade desses Plano de Actividades e Orçamento já aprovados. Será ainda necessário elaborar no mais curto espaço de tempo um calendário das provas para 2008.

Os nossos objectivos e atribuições durante este mandato serão os que já se encontram claramente definidos nos estatutos da Federação Portuguesa de Bridge, nomeadamente:
- "promover, desenvolver, organizar, regulamentar, dirigir e difundir o ensino e a prática do bridge, em todas as suas formas e manifestações" (artigo 6º, alínea a),
- "promover a prática do bridge como elemento de formação moral, cultural e social dos seus praticantes" (artigo 6º, alínea b),
- "defender o prestígio, a ética, o espírito desportivo e quaisquer outos interesses atendíveis do bridge, morais e materiais" (artigo 6º, alínea e),
- "difundir e zelar pelo cumprimento dos estatutos, dos regulamentos federativos e da legislação específica do bridge desportivo, designadamente no aspecto disciplinar" (artigo 7º, alínea b),
- "organizar a realização de competições oficiais, de âmbito nacional ou internacional, em Portugal" (artigo 7º, alínea d),
- "definir os critérios de selecção e designar os praticantes nacionais às provas oficiais internacionais em representação de Portugal" (artigo 7º, alínea g),
- "organizar e manter actualizado o cadastro desportivo e disciplinar dos praticantes e demais agentes desportivos" (artigo 7º, alínea k).

Só na sequência da referida análise e da prática do exercício das nossas funções poderemos decidir mais detalhadamente das acções concretas necessárias para cumprir esses objectivos e atribuições e da respectiva definição de prioridades, quer na continuidade do que já foi feito quer com novas iniciativas.

Há no entanto alguns aspectos em que já temos opiniões e intenções concretas bem definidas:

- a necessidade de um diálogo contínuo com as Associações Regionais e os clubes, pois a sua acção é essencial no nosso primeiro objectivo, promover e desenvolver a prática do bridge, o que passa naturalmente por aumentar o número de praticantes, bem como, acessoriamente, por diminuir a respectiva idade média;
- a necessidade de preparar uma revisão dos estatutos, a submeter à Assembleia Geral da FPB, que inclua as alterações que possam vir a decorrer da regulamentação da Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto (Lei nº 5/2007, de 16 de Janeiro), bem como todas aquelas que têm sido aprovadas mas ainda não incluidas no respectivo texto; tencionamos ainda propor alterações aos critérios de atribuição de votos aos Clubes, à repartição do valor das respectivas quotas entre Associações Regionais e FPB, e de uma forma geral rever e actualizar a sua redacção, devendo adicionalmente ser eliminadas as disposições que visavam regulamentar uma fase de transição que já se encontra ultrapassada;
- a revisão de todas as normas técnicas e competitivas actualmente em vigor, começando pela actualização da versão em português do Código Internacional de Bridge (CIB), de acordo com as alterações introduzidas em 2007 e que entrarão em vigor em 1 de Janeiro de 2008 (embora a WBF apenas obrigue as Federações Nacionais a terem em vigor estas alterações em 1 de Setembro de 2008, é nossa intenção pô-las em prática em 1 de Maio); da mesma forma as normas técnicas complementares do CIB em vigor (política de sistemas, política de alertas) deverão ser revistas, por forma a eliminar erros que têm sido passados de ano para ano, e actualizadas tendo em conta as disposições actualmente em vigor na WBF;
- o regulamento de organização de provas deverá ser integralmente revisto, sendo dada particular atenção ao cumprimento das disposições legais, nomeadamente na política de fumo;
- dado que a legislação do controle do doping é muito penalizante para os praticantes de bridge, procuraremos diligenciar no sentido de os apoiar na rápida regularização da sua situação face aos imperativos legais;
- em geral tencionamos rever todos os Regulamentos actualmente em vigor na Federação Portuguesa de Bridge e promover a sua adequada divulgação;
- a reformulação do "site" da Federação Portuguesa de Bridge, procurando que contenha toda a informação necessária e que seja mantido actualizado.

No que respeita à organização de provas, queremos para já realçar os seguintes aspectos:
- é nossa intenção que o apuramento para a selecção nacional open seja disputado por pares - nas suas fases finais certamente no sistema "Sunday Times" - e que seja aberto a todos os praticantes;
- por esse motivo, o campeonato nacional de 2ª categorias deverá realizar-se num único local, e um número a definir dos pares melhor classificados terá acesso a fase inicial do torneio de selecção:
- procuraremos diligenciar no sentido de que durante este mandato se realize em Portugal pelo menos uma competição internacional de envergadura significativa.


Para conclusão, é firme intenção dos componentes desta lista resolver todas as questões e problemas que surjam o mais rapidamente possível; consideramos particularmente nocivo deixar arrastar a resolução de problemas, o que pode significar que até decisões correctas deixem de o ser por perda da oportunidade;

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As duas Assembleias-Gerais realizadas ontem (dia 22/11) registaram uma participação histórica quer em termos relativos, quer em termos absolutos, ao terem comparecido na Assembleia-Geral destinada a eleger os corpos gerentes da ABM 45 dos 50 associados em condições de votar (90% de participação).

Numa altura em que tantas vezes se ouve falar de um desinteresse crescente das populações pela participação em movimentos associativos e no decréscimo do número de bridgistas em Portugal, estes números demonstram que, pelo menos na Madeira, o bridge se encontra de boa saúde e tem boas condições para se desenvolver ainda mais. Para estes níveis de participação contribuiu em grande parte a existência de duas listas candidatas aos corpos gerentes da ABM e o empenho demonstrado na participação nas decisões sobre o futuro da Associação.

Para a história fica a aprovação da alteração aos estatutos no que respeita à duração dos mandatos dos corpos gerentes de três para quatro anos, com apenas uma abstenção e a eleição desses mesmos corpos gerentes para o mandato (já com a alteração em vigor) referente ao quadriénio 2008/2011. Para os diferentes corpos gerentes os resultados foram os seguintes:

                                           Lista A                   Lista B
Direcção                          32 (71.1%)           13 (28.9%)
Assembleia-Geral          33 (73.3%)           12 (26.7%)
Conselho Fiscal            34 (75.6%)            11 (24.4%)

À Lista A, encabeçada por Miguel Teixeira, envio os meus parabéns e votos de um ainda maior sucesso, não querendo deixar de saudar os elementos da lista vencida e agradecer o seu contributo para uma tão grande participação na AG, bem como os comentários e as sugestões que me foram fazendo durante os últimos dias.

José Júlio Curado

A composição da lista eleita é:
Direcção: Miguel Teixeira (Presidente); Rodrigo Martins Soares (Vice-Presidente); Pedro Nunes (Vogal)
Conselho Fiscal: Sílvio Costa (Presidente); Fernando Ribeiro (Vice-Presidente); Virgílio Mota (Vogal)
Assembleia Geral: João Machado Oliveira (Presidente); Bruno Macedo (Vice-Presidente); José António Fernandes (Vogal)

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Também a ARBL realizou eleições para os Órgãos Sociais. A única lista candidata, liderada por Inocêncio Araújo, foi eleita com 104 votos a favor e 4 abstenções. Um   PROGRAMA DE ACÇÃO  muito ambicioso e várias caras novas no seu elenco, alimentam expectativas de um bom mandato.

Consulte por esta ligação   LISTA ELEITA e PROGRAMA DE ACÇÃO  

 

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Dia 3 de Janeiro foi a votos a Associação Regional de Bridge do Norte. Depois de sobre esta importante Associação terem pairado algumas nuvens negras, surge agora uma equipa jovem e ambiciosa pronta a assumir os destinos do bridge nortenho. Esperamos que este seja o "toque a reunir" das gentes do Norte que tanta falta fazem ao bridge nacional. A composição da lista eleita é a seguinte:

Lista aos ORGÂOS SOCIAIS da ASSOCIAÇÃO REGIONAL DE BRIDGE DO NORTE para 2008/2011

MESA DA ASSEMBLEIA GERAL:
Presidente - Miguel António Cerquinho Fonseca (Filiado nº 854)
Vogal - Maria Ana Abranches Jordão (Filiado nº 1272)
Vogal - António Eurico Queirós Soucasaux ((Filiado nº 1296)

DIRECÇÃO:
Presidente - Pedro António Palma Madeira (Filiado nº 1886)
Tesoureiro - Luís Filipe Von Haffe da Cunha Perez (Filiado nº 940)
Vogal (Vice-Presidente) - Luís Miguel Brito Cunha Alvares Ribeiro (Filiado nº. 1102)
Vogal - Miguel Renato Coutinho Faria Rodrigues Silva (Filiado nº )
Vogal - Fernando da Gama Vieira (Filiado nº. 1713)

CONSELHO FISCAL:
Presidente - José Alberto da Silva Magalhães (Filiado nº 860)
Vogal - António Carlos Neves da Silva Guerreiro (Filiado nº 1813)
Vogal - Maria Filomena Falcão Moreira Ferreira Braga (Filiado nº 1062)

Porto, 26 de Novembro de 2007

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01-01-2008 - Mensagem para 2008

Do ano de 2008, espera-se que marque uma nova era para o bridge nacional. Onde a arrogância dê lugar ao diálogo, os interesses da modalidade se sobreponham aos interesses e vaidades pessoais, o fair play substitua a agressividade gratuita. Uma era em que os principais agentes que operam na modalidade, Clubes, Associações Regionais e Federação, elejam o PRATICANTE como o centro das suas preocupações e atenções, porque sem praticantes não há bridge, independentemente das suas valias técnicas. Uma era em que se adoptem medidas consistentes para formar e acolher novos jogadores, para divulgar e promover a modalidade. Porque o bridge vale a pena!
No que nos diz respeito, este espaço continuará aberto a todos, seja para divulgar iniciativas, seja para publicar opiniões, seja para dar resposta às solicitações dos nossos leitores. Os espaços para noticiar os resultados de provas federativas e particulares vão sofrer algumas alterações de imagem, com vista a torná-los mais funcionais e a melhorar a qualidade da informação. Manteremos activo o histórico das épocas anteriores, cujo acesso poderá ser feito na folha de rosto de cada uma das rubricas, bem como os artigos de opinião e as reportagens fotográficas. O ano de 2007 marcou uma nova fase de relacionamento com o outro site de referência da modalidade, o Lusobridge. Para além das iniciativas comuns que desenvolvemos, de que se destacam os Simultâneos Nacionais, passou a haver interacção na circulação da informação. Este espaço de diálogo é, assim o entendem os responsáveis das duas organizações, útil para a modalidade e para os praticantes, pelo que manteremos e, sempre que possível, desenvolveremos o rumo que se iniciou em Janeiro de 2007.

UM BOM ANO PARA TODOS!

Luís Oliveira

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